Ações da Disney: conheça a trajetória da empresa Ações da Disney: conheça a trajetória da empresa

Ações da Disney: conheça a trajetória da empresa

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Atualmente, conhecer ou revisitar a Disney pode ser um sonho um pouco distante para a maioria das pessoas: com a pandemia do coronavírus, muitos parques encontram-se fechados e o dólar continua nas alturas.

No entanto, você pode embarcar nessa experiência de uma outra forma, sem precisar sair de casa ou mesmo comprar a moeda americana: como investidor da companhia. Investir nas ações da Disney pode ser uma boa oportunidade para quem deseja diversificar sua carteira e apostar em grandes companhias sediadas no exterior. Você sabia disso?

Para se ter uma ideia, se você tivesse investido $ 1.000 naa ações da Walt Disney Company logo após a abertura de seu capital, em 1957, teria acumulado aproximadamente $ 4,78 milhões até o final de 2020. Isso quer dizer que a Taxa Composta de Crescimento – ou CAGR – da empresa é de mais de 14% ao ano. Interessante, não é? Para saber mais sobre a trajetória da Disney no mercado financeiro, basta seguir a leitura!

Sobre a Disney

Fundada há quase 100 anos – mais especificamente em 1923 pelos irmãos Walt Disney e Roy Oliver Disney – a Disney, originalmente The Walt Disney Company, foi a primeira empresa a atuar no mercado de animação. Um tempo depois, acabou se tornando uma gigante do entretenimento – hoje, ela é tida como uma das empresas mais queridas do mundo. 

E não é para menos: como poucas instituições, a companhia possui um modelo de negócios completamente focado em atender às necessidades do seu público, encantar e proporcionar experiências únicas a todos que embarcam na viagem – real ou virtual – para conhecer seus produtos e serviços.

A Disney é sediada na Califórnia, nos EUA, e possui quatro ramos de negócio: experiências e produtos de parques; mídia; estúdio de entretenimento e prestação de serviços diretos ao consumidor. Engana-se quem pensa que o Mickey Mouse, seu personagem mais famoso, foi quem deu vida à empresa: ele mesmo só nasceu em 1928, um ano após a companhia lançar sua primeira série de filmes totalmente animados. 

Nove anos depois, em 1937, nasceu o primeiro e revolucionário longa metragem da Disney, um clássico que atravessou gerações: A Branca de Neve e os Sete Anões.

De lá para cá, a gigante do entretenimento permaneceu em ritmo de crescimento e acabou adquirindo outras empresas, como a Pixar, Marvel e, mais recentemente, a Lucasfilms.

Trajetória na Bolsa de Valores

Ações Disney negociadas no Mercado de Balcão

Era o ano de 1940 quando os primeiros papéis da Walt Disney Productions começavam a ser negociados no Mercado de Balcão (OTC – over-the-counter), antes mesmo da abertura de seu capital na Bolsa de Valores de Nova York – NYSE.

Em 1949, as ações da Disney eram negociadas a US $ 3. Pouco tempo depois, seus papéis já valiam aproximadamente US $ 52 – e, em 1956, foram pagos os primeiros dividendos em ações ordinárias. Dá para imaginar como os retornos obtidos pelos investidores eram altos, né?

Abertura de capital na NYSE

Após inaugurar a Disneylândia em 1955, a companhia realizou seu IPO, sigla para Initial Public Offering (ou oferta pública inicial, em português), no ano de 1957. As ações foram vendidas à época por US 13,88 cada. 

Nos anos 90, a empresa lançou seu primeiro livro – e, como era de se esperar, diversos outros filmes de sucesso. A Disney chegou a produzir mais de 200 filmes só no século 21, e continuou a expansão de seus parques ao redor do mundo.

Seis desdobramentos de ações Disney ao longo da história

Após a abertura de seu capital, a Disney chegou a ter seis desdobramentos de ações, aumentando o número de papéis em circulação com o objetivo de facilitar suas negociações e reduzir o preço unitário. Isso significa que, em 2020, as 72 ações originais da empresa chegaram a equivaler a 27.648 ações – momento em que cada papel estava sendo negociado a US $ 173.

Com uma trajetória extremamente bem-sucedida e um ritmo acelerado de valorização de suas ações, a companhia chegou a pagar dividendos semestrais estáveis a partir de 2015. 

Introdução no mercado de streaming e o enfrentamento da pandemia

No ano de 2019, a Walt Disney Company lançou o Disney +, entrando para o cada vez mais forte mercado do streaming. A previsão é de que a plataforma alcance 260 milhões de assinantes até 2024 – para se ter uma ideia, a Netflix tem hoje aproximadamente 200 milhões de inscritos.

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Atualmente detentora de quatro grandes segmentos, como vimos anteriormente (experiências e produtos de parques; mídia; estúdio de entretenimento e prestação de serviços diretos ao consumidor) – a empresa chegou a ser fortemente atingida pela pandemia do coronavírus no início de 2020, o que a obrigou a renunciar ao pagamento de dividendos semestrais aos seus investidores – que ocorria regularmente desde 2015. 

Em abril, as ações da Walt Disney Company chegaram a US 183,11, acumulando altas desde a baixa histórica de fevereiro de 2020, na qual seus papéis chegaram a ser negociados por US$ 139.

Algumas curiosidades sobre a empresa

O complexo da Disney é equivalente ao tamanho da cidade de San Francisco! Isso mesmo: a empresa (com todos os seus parques, hotéis e lojas) abrange hoje uma área aproximada de 11.106 hectares.

Além disso, conta com mais de 70 mil funcionários trabalhando incansavelmente (e diariamente) para manter tudo funcionando em perfeita ordem. E tem mais: a estrela da Disney, o famoso Mickey Mouse, possui mais de 290 roupas oficiais para usar nos parques de diversão.

Apesar de ter acumulado um prejuízo de mais de 80 milhões de dólares (no segmento de experiências e parques) com a disseminação da pandemia, a companhia continua sendo considerada uma das mais valiosas do mundo – e o forte investimento dos seus executivos nos serviços de streaming pode fortalecer ainda mais essa posição.

Como investir nas ações da Disney em 6 passos

Até outubro de 2020, investir na Disney só era possível realizando todos os trâmites exigidos para negociações internacionais, que acontecem fora da B3; você também poderia investir pagando uma viagem até um de seus parques, adquirindo assim a experiência proporcionada pela gigante do entretenimento.

No entanto, desde outubro do ano passado, os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da Disney estão disponíveis na nossa Bolsa de Valores para todos os investidores – vale lembrar que, até então, esse tipo de investimento só poderia ser feito por investidores qualificados (com investimentos superiores a R$ 1 milhão)

Com isso, passou a ser possível investir em companhias sediadas fora do Brasil dentro da própria B3. Os BDRs se assemelham a fundos de investimentos: o investidor adquire um título que lastreia ações referenciais, que ficam sob a custódia de uma instituição financeira. A grande diferença para as ações é que, no caso dos BDRs, o investidor não se torna sócio da empresa estrangeira, uma vez que se trata de uma negociação indireta.

Para investir na Disney e em tudo que ela proporciona sem sair da B3 (e de casa), é simples:

  1. Abra sua conta em uma corretora de confiança

Afinal, a corretora de valores é a instituição responsável por intermediar suas operações na Bolsa de Valores. Em seguida, faça uma análise do seu perfil de investidor e defina seus objetivos: esse passo é fundamental para quem deseja investir corretamente e minimizar os riscos envolvidos nas operações – principalmente quando o assunto é renda variável. 

  1. Acesse o home broker

Já com a conta aberta na corretora de valores, você terá acesso ao Home Broker, plataforma por meio da qual serão realizadas as operações de compra e venda dos ativos. Faça o seu primeiro acesso para ir se familiarizando com o aplicativo!

  1. Procure pelo código da Disney

O ticker que corresponde à Disney é o DISB34. Basta procurar pelo BDR desse nome! Os ativos da companhia também são negociados no mercado fracionário, adicionando um F ao final do ticker: DISB34F.

  1. Defina a quantidade desejada

Informe o número de ativos a serem comprados e efetue a transação enviando sua ordem de compra.

  1. Acompanhe os resultados da sua carteira

É importante lembrar que, assim como qualquer outro investimento em renda variável, os BDRs também possuem riscos. Por isso é tão importante que você conheça bem o mercado financeiro, as empresas nas quais pretende investir, e esteja sempre por dentro das últimas notícias relacionadas à economia e às finanças. 

Acompanhe sua carteira de investimentos de perto e faça ajustes quando necessário. Pronto! Investir na prática é simples – mas é muito importante saber onde se pretende chegar, estar por dentro do mercado e não deixar de se informar sobre o assunto sempre que possível.

Se essas informações foram úteis para você, deixe um comentário para a gente aqui no blog! Queremos te ouvir e estamos aqui para contribuir com a sua trajetória de aprendizagem nesse amplo mundo dos investimentos. 

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