ações tesla ações tesla

Ações da Tesla: Conheça a trajetória da empresa

8 minutos para ler

Atualmente, ela é detentora do mais avançado domínio de tecnologia de carros elétricos e autônomos, e, não por acaso, é considerada uma das montadoras mais importantes e valiosas do mundo. Já sabe de qual empresa estamos falando?

Se você pensou na Tesla, acertou em cheio. Desde 2010, quando realizou seu IPO, a empresa do ramo automotivo já acumulou uma valorização de mais de 6.400%. No entanto, sua trajetória é marcada por muitos altos e baixos – que vão desde quase de declarar falência, até o ponto em que a empresa viu suas ações crescerem de forma superestimada em um curto espaço de tempo.

Mesmo em meio à crise provocada pela pandemia do coronavírus, a fabricante chegou a vender mais de 90.000 veículos só no segundo trimestre de 2020, superando seus concorrentes. Apesar de suas ações serem negociadas na Nasdaq, Bolsa de Valores americana, os brasileiros podem, hoje, investir nas ações da Tesla sem precisar sair da B3, por meio dos BDRs (Brazilian Depositary Receipt).

Quer saber mais sobre a empresa para entender como investir em seus papéis? Siga a leitura que vamos te contar!

Sobre a empresa

Em comparação a muitas de suas concorrentes, a Tesla possui uma história relativamente recente. Ao contrário do que muita gente pensa, ela não foi fundada por Elon Musk, que se encontra à frente da companhia hoje, mas, sim, por Martin Eberhard e Marc Tarpenning.

Com o nome de Tesla Motors, em homenagem ao cientista Nikola Tesla, a empresa abriu suas portas em 2003, em Palo Alto, na Califórnia. Ela nasceu com a promessa de revolucionar o setor automobilístico ao desenvolver carros ecologicamente sustentáveis, aliando design de primeira mão e tecnologia de ponta.

Mas seu início não foi nada fácil: no começo dos anos 2000, a empresa chegou a rasgar vários projetos de carros elétricos, alegando desinteresse do mercado e problemas na produção de baterias; enquanto isso, seu setor financeiro acendia o alerta vermelho. Foi em 2004, com a chegada de Elon Musk, que a Tesla viu seus rumos mudarem.

Já respeitado no ramo da tecnologia à época, o empresário multimilionário se tornou presidente do conselho da empresa ao realizar o primeiro financiamento da empresa, de 7,5 milhões de dólares. Entre altos e baixos, a empresa é considerada, hoje, uma das mais valiosas do mundo, tendo suas ações negociadas no mercado na faixa dos US$ 700.

O primeiro carro totalmente elétrico, lançado em 2008, foi o Tesla Roadster, capaz de alcançar 100 km/h em 4 segundos e percorrer até 350 km com uma única carga. Em 2012, depois de uma trajetória cheia de adversidades, o modelo foi tirado de linha. Em seguida, nasceu o Model S, um sedã de luxo; e posteriormente foram lançados o Model X, o Model 3 e o Model Y.

Setor de atuação da Tesla

Se engana quem pensa que a Tesla, Inc. (anteriormente Tesla Motors, Inc.) atua apenas no segmento automotivo.

Além de projetar, fabricar e comercializar veículos totalmente elétricos, a empresa desenvolve produtos de armazenamento de energia renovável para o mercado residencial e comercial – e também atua comercializando a energia elétrica gerada pelos seus sistemas produtivos.

Só nos primeiros dias do ano passado, seu CEO, Elon Musk, viu seu patrimônio crescer cerca de US$ 2,3 bilhões. Mesmo depois da chegada da pandemia, suas ações continuam sendo uma das mais caras do índice S&P 500.

Trajetória das ações da Tesla na Bolsa de Valores

Desde o início, o objetivo da Tesla era muito claro: revolucionar o mercado automotivo. No entanto, mesmo após a abertura de seu IPO (Initial Public Offering) – ou Oferta Pública Inicial, em português – que aconteceu em 2010, o valor de suas ações só chegou a superar US$ 100 três anos após a abertura de capital na Bolsa de Valores americana.

A partir daí, a companhia experimentou diversas altas e baixas de seus papéis até o final do ano de 2019, quando suas ações começaram a crescer de forma mais consistente e rápida – alcançando uma valorização de mais de 160% nesse mesmo ano.

Um ponto curioso é que, mesmo com valores de mercado tão altos, a Tesla ainda vende poucos veículos se comparada a outras empresas do ramo, como a Toyota, por exemplo. Logo abaixo, vamos conferir alguns marcos da companhia na Bolsa de Valores desde sua criação. Acompanhe:

2004: Início da condução do IPO das ações Tesla

Sua fundação ocorreu em 2003, mas foi só a partir do ano seguinte, em 2004, que a Tesla deu início ao processo de abertura de capital na NASDAQ (National Association of Securities Dealers Automated Quotations), uma das Bolsas de Valores americanas. O IPO foi conduzido por Elon Musk, à época, presidente do conselho de administração da empresa.

2010: Abertura de capital na NASDAQ

Em 2008, o novo CEO da Tesla teve um ano difícil à frente da empresa, com a forte crise econômica que assolou o país.

Dois anos depois, em junho de 2010, a companhia abriu seu capital na bolsa americana, com suas ações sendo negociadas a US$ 17 por papel – e aproveitou o momento crítico da economia para adquirir sua primeira unidade de produção por um valor bem abaixo do mercado. 

2013: Tesla quase vai à falência

Em 2013, devido a problemas com a produção de um de seus carros, a empresa se viu à beira da falência e sua venda à gigante Google chegou a ser cogitada.

No entanto, a companhia conseguiu se recuperar e, no ano seguinte, deu um importante passo com a construção de uma das maiores fábricas de baterias de íon-lítio do mundo.

2018: Musk anuncia possível fechamento de capital da empresa

Metas ambiciosas, falhas na produção de veículos e a crise econômica foram alguns dos fatores que fizeram os investidores aumentarem sua desconfiança em relação à empresa.

Com a desvalorização das ações, Musk chegou a anunciar um possível fechamento de capital da Tesla caso os papéis chegassem aos US$ 420, o que rendeu a ele acusações de manipulação do mercado financeiro.

Após receber uma multa da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, o CEO renunciou à presidência do Conselho de Administração da companhia.

2019, 2020 e 2021: em meio a altos e baixos, Tesla é considerada uma das fabricantes mais valiosas do mundo

Mesmo reportando perdas na casa dos US$ 900 milhões em 2018 e dos US$ 800 milhões em 2019, a Tesla conseguiu se recuperar mais uma vez. Logo no início de 2020, as ações da Tesla subiram mais de 700%, fato que consagrou a montadora como uma das mais valiosas do mundo.

Em 2021, a empresa entrou para o S&P 500, índice que reúne ações cotadas nas Bolsas de Valores americanas NYSE e NASDAQ – e, agora em março, seus papéis chegaram a atingir a cotação de mais de US$ 707,94.

Diante desse cenário, alguns especialistas e críticos da empresa começaram a considerá-la supervalorizada – uma vez que, mesmo em meio à crise trazida pela pandemia, o preço das suas ações permanece lá no alto.

Como investir nas ações Tesla

Hoje, investir em grandes empresas e multinacionais é relativamente simples, uma vez que todo o processo pode ser feito dentro da própria B3, nossa Bolsa de Valores.

Para isso, o investidor precisa adquirir os BDRs – Brazilian Deposit Recipts – que nada mais são do que certificados, emitidos no Brasil, que lastreiam ações de empresas do exterior.

Atualmente, a Tesla ocupa na B3 a posição de quarto BDR mais procurado pelos brasileiros – e, de acordo com especialistas, a empresa tende a continuar em ritmo de crescimento, uma vez que as questões ambientais estão cada vez mais fortes na pauta mundial.

Para investir nos BDRs da Tesla, é necessário, antes de mais nada, conhecer o seu perfil de investidor – para entender se você possui características que o classifiquem como investidor moderado ou agressivo.

Em seguida, é necessário abrir uma conta em uma corretora de valores de confiança, pois é essa a instituição responsável por intermediar suas negociações no mercado. Feito isso, basta acessar o seu Home Broker, inserir o código das ações da Tesla (TSLA34), informar a quantidade de ações que deseja adquirir e enviar sua ordem.

Pronto! Viu como é fácil? Se você deseja receber conteúdos como esse toda semana na sua caixa de e-mails, basta se inscrever gratuitamente em nossa newsletter!

Posts relacionados

Deixe um comentário