ações via varejo

Como está o desempenho das ações Via Varejo na Bolsa de Valores?

O mundo enfrenta uma crise sem precedentes por conta do Coronavírus, e a Bolsa de Valores reflete o cenário. As empresas varejistas de bens não essenciais, principalmente, tem sofrido muito com a queda no número de vendas, o que é o caso da Via Varejo, uma das mantenedoras de grandes redes de lojas do Brasil.  

A queda acentuada das ações vista nos últimos meses, gerou dúvidas sobre as perspectivas da empresa e é compreensível que os investidores fiquem tensos com a situação. Nesse panorama, é importante avaliar o histórico da ação e as principais notícias, para decidir se adquirir papéis da empresa é um bom negócio. 

Entenda melhor nesse blog post o que motivou a queda e avalie as possíveis chances de valorização das ações da Via Varejo. 

A empresa Via Varejo  

A Via Varejo é uma empresa que gerencia e mantém grandes lojas e franquias do comércio varejista brasileiro. Na B3, ela é negociada pelo código VVAR3.

Fundada em 2010 e especializada principalmente no comércio de eletrônico e móveis, ela  gerencia o e-commerce do Extra, além das Lojas Ponto Frio, Casas Bahia e Bartira. No passado, foi controlada durante 9 anos pelo Grupo Pão de Açúcar (GPA). 

Oscilações da Bolsa e retrospectiva do desempenho da ação Via Varejo 

Após um início de ano de grandes turbulências e uma série de circuit breakers, as bolsas mundiais ainda apresentam instabilidade, mas parecem se acalmar cada vez mais. Isso não é de se espantar, visto que a economia tem uma dinâmica cíclica com fases de crescimento e retração. 

A crise chegou para todos. Entretanto, varejistas de bens essenciais não se abalaram ou até se beneficiaram com o lockdown. Durante a quarentena, elas puderam – e precisaram – continuar funcionando vendendo alimentos, medicamentos, equipamentos médicos e outros itens indispensáveis para a manutenção da sociedade. 

Já as empresas de bens não essenciais, que é o caso da Via Varejo, mesmo tendo o e-commerce ativo durante o lockdown, perderam milhares de vendas devido ao fechamento das lojas físicas e também ao receio do brasileiro em adquirir itens não essenciais como eletrônicos, eletrodomésticos, veículos e roupas em tempos de crise.  

Um fator que piorou a situação da Via Varejo na Bolsa é que há meses a empresa faz parte de uma disputa judicial milionária. Confira abaixo as manchetes dos últimos meses. 

Principais notícias sobre a Via Varejo  

  • No fim de 2019, a Via Varejo foi condenada a fazer um depósito judicial no valor de R$50,5 milhões para pagar uma ação provisória à companhia Monticelli, por conta de uma quebra de contrato, que era válido quando as lojas da Ponto Frio ainda eram reguladas por outro grupo, o Lily Safra. No período, a Via Varejo afirmou que a responsabilidade do pagamento à companhia Monticelli era do grupo Pão de Açúcar (GPA), pois tinham com eles um acordo que dizia que ações cíveis e trabalhistas prévias à fusão com o Pão de Açúcar eram responsabilidade do GPA. Contudo, temendo ter as contas bloqueadas, ainda em 2009, a Via Varejo realizou o pagamento da quantia milionária à companhia Monticelli. 
  • Com a atual crise, a empresa resolveu remexer no processo. No dia 06 de maio de 2020, a Via Varejo exigiu na justiça que o grupo Pão de Açúcar exercesse a função de garantidor, pagando uma indenização de mais de R$50 milhões a eles. Esse processo diz respeito ao reembolso do mesmo contrato no tópico citado acima. 
  • Também no início de maio de 2020, foi noticiado por grandes portais que a Via Varejo estaria considerando uma grande oferta de ações, com diluição de 25% das ações da empresa. Observação: a diluição refere-se à emissão de novas ações, de forma a que as ações anteriormente existentes sejam em parte diluídas. No caso, a emissão poderia chegar a R$5 bilhões de reais.  

Há perspectiva de resultados consistentes para a Via Varejo no futuro?

As ações da Via Varejo em 2020 estão muito baratas em relação a empresas do mesmo setor. No auge da queda, chegaram a ser negociadas a R$4,36, sendo que em 2019, já tinham custado mais de R$16. A desvalorização dos lotes causa dúvida nos investidores. 

Contudo, mesmo com as disputas judiciais em curso, o gráfico de 1 ano tem se mostrado promissor. Atualmente (maio de 2020) as ações são negociadas na casa dos R$13. 

Para ilustrar esse cenário que se mostra positivo, o analista da Vexter, Felipe Estevam, enfatiza que empresas que já investem em vendas online, como a Magazine Luiza e a própria Via Varejo, têm vantagens frente às demais que só operam em lojas físicas. 

Nas palavras dele, “com uma administração sólida, em um momento mais delicado como o que a gente tem vivido, as empresas que estão melhor preparadas para se adaptar ao momento tendem a apresentar bons resultados. A Via Varejo vem evoluindo nesse sentido. Não só antes da pandemia, mas ainda mais agora, a tendência é que ela consiga passar por essa crise em uma situação bem mais confortável do que em outros momentos”. 

É importante destacar que o mercado oscila e que imprevisibilidades, como a própria pandemia, podem acontecer. Sendo assim, não tem como afirmar com absoluta certeza que a Via Varejo vai apresentar apenas bons resultados em um futuro próximo. Contudo, o e-commerce já consolidado e os resultados mais equilibrados em relação a anos anteriores mostram que existe grande potencial de estabilidade para as ações da empresa. 

Atenção, é importante lembrar que esse artigo é um panorama sobre a Ação Via Varejo e não uma recomendação de investimento. Recomendações de compra e venda podem ser feitas apenas por analistas e por isso é importante ter ajuda especializada na hora de traçar estratégia de investimentos. 

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