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Como investir no Tesouro Direto?

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Nos últimos quatro meses, os títulos de renda fixa vêm ganhando os olhares dos investidores – principalmente o Tesouro Direto, em razão dos recentes aumentos da Selic, a taxa básica de juros da economia. Só em julho de 2021, o Tesouro Selic captou 44,8% em volume de recursos, se tornando um dos títulos mais demandados do mercado.

Hoje, o Tesouro Direto conta com cerca de 1 milhão de investidores ativos e mais de R$60 bilhões em investimentos. E se engana quem pensa que esse papel só está presente na carteira de investidores iniciantes ou conservadores: além de ser considerada uma ótima estratégia de diversificação, investir no tesouro pode ser bastante interessante no momento atual da economia.

Se você deseja entender melhor como isso funciona na prática, basta seguir a leitura!

O que é o Tesouro Direto?

Criado pelo governo federal para investidores pessoas físicas poderem comprar títulos públicos, o tesouro direto é um programa de baixo risco bastante acessível à população – a partir de R$30, já é possível começar a investir nesses papéis.

Essa modalidade de aplicação foi criada em 2002, no Programa do Tesouro Nacional, oferecido em parceria com a B3. É uma ótima alternativa à caderneta de poupança, uma vez que as rentabilidades são bem mais atrativas.

Por meio do programa, o investidor empresta dinheiro ao governo federal e, em troca, em uma data definida no momento da compra, o recebe de volta com juros. É um dos produtos de renda fixa, ou seja, um tipo de investimento em que o investidor sabe quanto receberá de lucro ao resgatar sua aplicação. Hoje, o tesouro direto desponta como uma opção bastante popular no mercado financeiro, e até mesmo porta de entrada para o mundo dos investimentos.

Quais as vantagens de investir no Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um dos investimentos mais seguros do país. Por ser emitido pelo governo federal, o risco desse tipo de operação é muito baixo. Afinal, a probabilidade de o governo “dar um calote” nos investidores é baixíssima. Portanto, é mais seguro que outros tipos de investimentos atrelados a instituições financeiras específicas ou a empresas. 

Para investir no Tesouro Direto, não é preciso muito dinheiro, o que pode ser interessante para quem está começando – e também para quem deseja diversificar sua carteira: a partir de R$30, já é possível comprar um título de dívida pública, por exemplo.

Liquidez diária e rentabilidade superior à da poupança também tem incentivado cada vez mais pessoas a investirem no Tesouro Direto. Com a liquidez diária, se o investidor quiser resgatar o dinheiro investido ou parte dele, a quantia estará disponível na conta em um dia útil.

Outro ponto positivo é a praticidade na operação. Para vender e comprar os títulos, basta ter um CPF, possuir conta em uma corretora de valores e escolher o papel adequado ao seu perfil de investidor. As transações com o Tesouro Direto são intermediadas pela instituição financeira escolhida – também conhecida como agente de custódia.

Quais os tipos de Tesouro Direto?

No Tesouro Direto, o investidor pode escolher títulos com rentabilidades diferentes: prefixada, com taxa de juros fixa e conhecida no momento do investimento; ou atreladas à taxa básica de juros, a Selic, (Tesouro Selic) e à inflação (Tesouro IPCA).

Vale lembrar que no site do Tesouro Direto o investidor pode consultar diversas informações sobre os títulos: os papéis mais rentáveis de cada mês, resgates, históricos e investimentos mínimos, por exemplo.

Tesouro prefixado

O investidor sabe, na data da aplicação, quanto irá receber na data de vencimento do contrato. É ideal para investimentos a médio e longo prazo – no entanto, se o investidor decidir resgatar antes do prazo, poderá sacar um valor abaixo do investido, ou, até mesmo, ganhar mais que o esperado. Isso ocorre porque o valor dos papéis oscila ao longo do tempo no mercado. Nesse caso, portanto, a rentabilidade está atrelada ao prazo final de resgate.

Tesouro prefixado com juros semestrais

Assim como no primeiro caso, o investidor sabe exatamente quanto obterá no vencimento do papel. A diferença é que, aqui, há o pagamento de juros devidos (cupom) a cada semestre, o que faz com que o investidor conte com um fluxo de caixa antes do vencimento do título. Isso significa ser possível resgatar os recursos quando o cupom for recebido, mas é importante lembrar que há incidência de imposto de renda sobre os ganhos.

Tesouro IPCA

Neste caso, parte da remuneração é fixa e a outra é variável (por isso, é considerado híbrido), tendo como base a variação do índice da inflação – o IPCA. Esses títulos possuem datas de vencimento variáveis. Dessa forma, o papel é protegido contra a inflação, e a remuneração provém da parte prefixada.

Tesouro IPCA com juros semestrais

A lógica aqui é a mesma que já vimos antes: sendo um papel híbrido, uma parte é atrelada ao IPCA e, a outra, definida no momento de compra do papel. Dessa forma, o investidor receberá, duas vezes ao ano, o proporcional referente à remuneração combinada – com incidência de imposto de renda sobre o ganho semestral. A parte prefixada, por sua vez, é paga integralmente no vencimento do contrato.

Tesouro Selic

Com rentabilidade ligada à taxa básica de juros, a Selic, são os mais indicados para quem está iniciando os investimentos neste produto e ou deseja montar uma reserva de emergência. O Tesouro Selic é pouco volátil e a aplicação possui liquidez diária, isso é, se for necessário vender o papel antes de seu vencimento, não há perdas: será paga a rentabilidade até aquela data (que é sempre positiva, diretamente proporcional ao período em que o dinheiro permanecer investido).

Observações importantes

Taxas e impostos

Com relação às taxas cobradas no Tesouro Direto, o investidor deve arcar com a taxa de custódia, cobrada semestralmente pela B3, e que totaliza 0,25% do investimento. Fora essa taxa, algumas instituições financeiras podem ou não cobrar a taxa de administração.

O imposto de renda desse tipo de título é cobrado de forma regressiva. Ou seja, varia de acordo com o tempo da aplicação, quanto mais tempo o título comprado permanecer na custódia do investidor, menor será o valor percentual cobrado no imposto de renda. Além desse imposto, o investidor também será taxado pelo IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), caso solicite o resgate da aplicação em um prazo igual ou menor a 30 dias. 

Liquidez

A liquidez está relacionada à facilidade de resgate do dinheiro investido. No que diz respeito ao tesouro direto, ela é alta, portanto, o investidor pode resgatar o dinheiro quando desejar.

Mas vale lembrar que, em alguns casos – como no caso dos títulos prefixados – o resgate antecipado pode levar a perdas financeiras. A exceção aqui é o Tesouro Selic, que, por estar atrelado à Selic, não gera perdas caso seja resgatado antes do término do contrato.

De qualquer forma, a rentabilidade esperada só é realmente obtida, integralmente, no vencimento dos papéis.

Horário funcionamento do Tesouro Direto

Um ponto importante de ser observado, também, é o horário de funcionamento do mercado no qual os títulos do tesouro são comercializados. As operações são realizadas em dias úteis, sempre em horário comercial (entre 9h30 e 18h).

Fora desses horários, os preços, taxas e valores exibidos no site do Tesouro Direto constam apenas para referência dos investidores. Dependendo das condições e características do mercado, o Tesouro Direto pode suspender as negociações ao longo do dia, por algumas horas.

Como investir no Tesouro Direto?

Como vimos, qualquer pessoa que possua CPF, tenha uma conta aberta junto a uma instituição financeira (corrente ou poupança), pode investir. É simples se tornar um investidor, mas, para ser um investidor bem sucedido, é importante levar em consideração algumas dicas. Veja só:

Organize-se. Quanto você tem disponível para investir?

Coloque as “contas em dia”: faça uma planilha e se organize para visualizar melhor suas receitas e despesas pessoais, bem como avaliar quanto tem disponível para começar a investir.

Lembrando que, com apenas R$30, é possível começar a colocar a mão na massa.

Por quanto tempo você pretende investir?

Entender qual o período no qual você deseja investir é outro ponto importante na definição do seu perfil de investidor – e, consequentemente, dos títulos ideais para você. Você está disposto a investir em médio e longo prazo, visando rentabilidades maiores, ou prefere contar com uma liquidez maior, para poder resgatar o dinheiro quando quiser – ainda que isso signifique retornos menores? Coloque isso no papel também!

Qual é o seu objetivo com os investimentos?

Comprar ou trocar um carro, viajar, investir nos estudos, em uma casa nova, ou se preparar para a aposentadoria? Ter em mente seus objetivos o ajudará a encontrar o papel ideal para o momento de vida em que você se encontra. No site do Tesouro Direto, você consegue simular seus investimentos – ou seja, quanto deseja investir hoje (ou quanto deseja resgatar futuramente) de acordo com seu perfil de investidor, objetivos e tempo disponível para aplicação do dinheiro.

Cadastre-se em uma corretora e faça a primeira transferência

O investimento em Tesouro Direto pode ser feito diretamente pelo site ou aplicativo oficial do Tesouro – ou por meio de uma corretora de valores. Uma das vantagens de se optar pelas corretoras é que as plataformas de investimento são mais intuitivas e, além disso, o investidor ainda pode contar com a ajuda de assessores de investimentos. Abrir uma conta em uma corretora de valores é bastante simples e muitas instituições não cobram nada para realizar a aplicação no Tesouro Direto!

Feito isso, transfira o dinheiro para a conta, acesse a plataforma e dê a ordem de compra. Você acaba de se tornar um investidor! Ah, e não se esqueça de acompanhar periodicamente os seus investimentos, ler sobre o mercado e se manter atualizado sobre as tendências econômicas.

Se esse artigo foi útil para você começar a investir no Tesouro Direto com mais confiança, deixe um comentário para a gente aqui no blog. Queremos saber a sua opinião e auxiliá-lo a conquistar seus objetivos com os investimentos!

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