Como investir no Tesouro Direto?

Tempo de leitura: 4 minutos

O Tesouro Direto é um programa criado pelo governo federal para o investidor pessoa física poder investir em aplicações do governo pela internet. Essa modalidade de aplicação foi criada em 2002, no Programa do Tesouro Nacional, oferecido em parceria com a B3 – Brasil, Bolsa e Balcão.

Por meio do programa, o investidor empresta dinheiro ao governo federal e, em troca, em uma data definida no momento da compra, o recebe de volta com juros. É um dos produtos de renda fixa, ou seja, tipo de investimento em que o investidor sabe quanto receberá de lucro ao resgatar sua aplicação. Hoje, o Tesouro Direto desponta como uma opção popular no mercado financeiro, apresentando rendimento maior que o da poupança. 

Está interessado em descobrir como investir no Tesouro Direto? Continue a leitura do artigo!

Quais as vantagens de investir no Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um dos investimentos mais seguros do país. Por ser emitido pelo governo federal, o risco desse tipo de operação é muito baixo. Afinal, a probabilidade de o governo “dar um calote” nos investidores é baixíssima. Portanto, é mais seguro que outros tipos de investimentos atrelados a instituições financeiras específicas ou a empresas. 

Para investir no Tesouro Direto, não é preciso muito dinheiro, o que é interessante para investidores que não têm muito dinheiro para aplicar, mas que ainda assim se preocupam com o seu futuro financeiro. A partir de R$ 30 já é possível comprar um título. 

Liquidez diária e rentabilidade superior à da poupança também tem incentivado cada vez mais pessoas a investirem no Tesouro Direto. Com a liquidez diária, se o investidor quiser resgatar o dinheiro investido ou parte dele, a quantia estará disponível na conta em um dia útil. Além disso, ao comprar o Tesouro Direto, é possível escolher também a sua data de vencimento.

Outro ponto a favor é a praticidade de operá-lo. Para comprar um título do Tesouro Direto, basta ter uma conta em uma instituição financeira, por exemplo, uma corretora de valores; depois é só escolher o melhor tipo que se adeque ao perfil e planejamento do investidor. 

Quais os tipos de Tesouro Direto?

Powered by Rock Convert

No Tesouro Direto, o investidor pode escolher títulos com rentabilidades diferentes: prefixada, com taxa de juros fixa e conhecida no momento do investimento; ou atreladas à taxa básica de juros, a Selic, (Tesouro Selic) e à inflação (Tesouro IPCA).

  • Tesouro Prefixado: o investidor sabe o quanto de dinheiro vai receber ao final da aplicação, sendo ideal para datas de médio e longo prazo.
  • Tesouro IPCA: neste caso, parte da remuneração é fixa e a outra é variável, tendo como base a variação do índice da inflação, o IPCA. Esses títulos possuem datas de vencimento variáveis, podendo vencer em 2022, 2024 e 2025. 
  • Tesouro Selic: com rentabilidade ligada à taxa básica de juros, a Selic, são os mais indicados para quem está iniciando os investimentos neste produto.

No site do Tesouro Direto, o investidor pode consultar os títulos mais rentáveis de cada mês, os resgates, histórico e o investimento mínimo para cada um dos disponíveis para compra, dentre outras informações. 

Como investir no Tesouro Direto?

Antes de investir no Tesouro Direto, é preciso descobrir qual título se encaixa melhor no seu perfil. Ou seja, qual das três modalidades que te apresentamos acima atende melhor às suas necessidades. 

O investimento em Tesouro Direto pode ser feito diretamente pelo site ou aplicativo oficial do Tesouro ou por meio de uma corretora de valores. Uma das vantages de se optar pelas corretoras é que as plataformas de investimento são mais intuitivas e, além disso, o investidor ainda pode contar com a ajuda de assessores de investimentos. Abrir uma conta em uma corretora de valores é bastante simples e muitas instituições não cobram nada para realizar a aplicação no Tesouro Direto!

Taxas e impostos

Com relação às taxas cobradas, no Tesouro Direto, o investidor deve arcar com a taxa de custódia, cobrada semestralmente pela B3, e que totaliza 0,25% do investimento. Fora essa taxa, algumas instituições financeiras podem ou não cobrar a taxa de administração.

O imposto de renda desse tipo de título é cobrado de forma regressiva. Ou seja, varia de acordo com o tempo da aplicação, quanto mais tempo o título comprado permanecer na custódia do investidor, menor será o valor percentual cobrado no imposto de renda. Além desse imposto, o investidor também será taxado pelo IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), caso solicite o resgate da aplicação em um prazo igual ou menor a 30 dias. 

Quer saber mais sobre produtos do mercado financeiro, além de compartilhar informações e ficar por dentro das novidades? Siga a Vexter nas redes sociais!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *