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Como comprar ações em 4 passos simples!

9 minutos para ler

O interesse em comprar ações é grande e o Brasil já alcançou a marca de dois milhões e meio de investidores de investidores na Bolsa de Valores. No entanto, devido à densidade demográfica do nosso país, este ainda é considerado um número baixo. 

Por que será que, no imaginário comum, o mercado de ações parece tão complexo e restrito a poucos? É bastante provável que, se mais pessoas tivessem acesso à educação financeira, essa realidade fosse outra. Por isso fizemos este artigo: para provar que investir na Bolsa de Valores é bem mais simples do que parece. 

Quer conhecer os tipos de ações disponíveis no mercado e saber como comprá-las em 4 passos simples? Te ensinaremos agora. Acompanhe!

O que são ações da Bolsa de Valores?

Fragmente uma empresa em diversas partes: também chamados de ações, esses pedaços, juntos, formam o capital social de uma instituição. Quando a empresa negocia uma parte de suas ações na Bolsa de Valores, ela passa a ser considerada uma companhia de capital aberto.

Uma parte do capital dessas companhias pertence aos seus donos ou empreendedores e, a outra, aos seus sócios – isso é, a quem investe nela. É por isso que, ao comprar ações de uma determinada empresa, você se torna sócio e acionista dela. 

Ao atingir bons resultados, a companhia tem a possibilidade de dividir os lucros entre os seus acionistas. Além de poder ganhar com esses dividendos, os investidores também têm a oportunidade de ver seu patrimônio render com a valorização das ações no mercado, por meio das operações de compra e venda. 

Quando se trata de renda variável, no entanto, não há garantia de lucros ou perdas: na Bolsa de Valores, potencial de ganho e riscos geralmente são proporcionais. Apesar de não poder controlar as variações do mercado, um investidor que toma decisões seguras e racionais tem mais chances de ser bem-sucedido com suas finanças. 

Tipos de ações

Antes de começar a comprar e negociar as ações na Bolsa de Valores, é importante saber que existem pelo menos três tipos desse ativo disponíveis no mercado. Observe: 

1- Ações Ordinárias (ON)

Ao comprá-las, o investidor tem direito a participar das assembleias e a votar nas decisões da empresa. As ações ordinárias podem ser identificadas pelo número 3 ao final da sigla do ativo. Exemplo: VALE3.

No caso das ONs, o investidor conta com o tag along, um mecanismo de proteção garantido pela Lei das Sociedades Anônimas. Sendo assim, caso a empresa seja vendida ou liquidada dentro de algumas regras, o investidor tem direito a pelo menos 80% do valor da cotação de mercado da companhia. 

2- Ações Preferenciais (PN)

Por geralmente serem negociadas com mais frequência na Bolsa de Valores, as ações preferenciais possuem uma maior liquidez. Apesar de não darem direito a voto, esse tipo de ação garante aos acionistas preferência no momento de receber os dividendos da companhia. 

As ações preferenciais podem ser identificadas pelo número 4. Exemplo: PETR4.

Caso a empresa seja vendida ou liquidada, quando se trata das PNs, dependendo do estatuto da empresa podem ser concedidos ao investidor o direito ao voto e ao tag along. Mas não são condições obrigatórias.

3- Ações Unit (UNT)

Mesclam os dois tipos de ações citadas anteriormente, mas sua negociação é pouco comum na Bolsa de Valores brasileira. Para localizar esse ativo, basta procurar por títulos com o número 11 ao final da sigla. Exemplo: BIDI11.

Riscos envolvidos nas operações 

Ao investir nas ações de uma determinada companhia listada na Bolsa de Valores, o investidor deve ter em mente que sua aplicação está sujeita às oscilações de mercado – influenciadas por decisões políticas e econômicas internas e externas. Essas oscilações podem afetar diretamente a situação econômica da empresa – e à liquidez (inconstante) dos ativos.

Então, as operações de compra e venda de ações na Bolsa de Valores não dão nenhuma garantia ao investidor de lucro e rentabilidade. Por isso, o mercado de ações podem possuir um risco mais elevado quando comparado aos fundos de renda fixa, por exemplo. 

Antes de investir em renda variável, o investidor deve ter claro para si qual o seu perfil no mercado em relação à tolerância ao risco. Em geral, investidores conservadores não devem operar na Bolsa de Valores justamente por prezarem por mais segurança em suas aplicações. 

Fatores importantes para diminuir seus riscos

Como falamos anteriormente, os riscos envolvidos nas operações de renda variável, geralmente, são proporcionais à rentabilidade dos investimentos. Portanto, caso você deseje se arriscar um pouco mais no mercado financeiro, terá a possibilidade de obter um maior potencial de ganho. 

Para diluir os riscos, é importante distribuir corretamente as suas aplicações, montando assim uma carteira diversificada. Como ações de diferentes empresas reagem de formas distintas às oscilações de mercado, adotando essa estratégia você pode potencializar a rentabilidade e minimizar os riscos dos seus investimentos. 

É também importante conhecer e estudar o mercado para identificar com mais clareza o melhor momento para negociar as ações. Aqui, entra um outro ponto bastante estratégico: investidores que operam na bolsa devem saber lidar com suas emoções para não agir impulsivamente – o que pode afetar a tomada racional de decisão. 

Confira abaixo 3 vantagens em se comprar ações

1- Os ganhos podem vir de mais de um lugar

Além da possibilidade de ganhar com os dividendos da empresa (distribuídos entre os seus acionistas mensal ou trimestralmente, dependendo da companhia e dos lucros alcançados), há a chance de obter bons retornos quando o ativo valoriza também.

2- Você investe em empresas (e não em dívidas!)

Em investimentos de renda fixa, o investidor empresta seus recursos para que o governo, uma instituição financeira ou uma empresa possa pagar suas dívidas (com o objetivo de receber o valor concedido acrescido de juros após algum tempo). No caso das ações, o investidor aplica seu dinheiro em frações do capital de uma (ou várias) companhia(s), colaborando com seu crescimento e sua solidez.

3- Maior liquidez

Por ser um ambiente volátil, o mercado de ações pode possuir, dependendo dos ativos, uma maior liquidez. Isso significa que você consegue vender seus ativos mais rapidamente quando preciso. No entanto, investir em ações não é recomendado para quem visa montar uma reserva de emergência – justamente pelas oscilações constantes da Bolsa de Valores. 

4 passos simples para comprar ações na Bolsa de Valores

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o mercado de ações, está na hora de conhecer, na prática, o passo a passo para realizar a compra desse tipo de ativo na Bolsa de Valores. Vamos lá? Anote aí!

1- Separe recursos para investir em ações

Para ter o controle real das suas finanças, pagar os gastos obrigatórios e eliminar os gastos superficiais, é preciso ter um orçamento bem definido. Independente dos seus objetivos com as suas aplicações financeiras, tudo começa com o desenvolvimento da capacidade de economizar dinheiro! Poupar dinheiro é uma prática saudável, que te dará um respaldo para emergências. 

Além disso, diferente do que muitos imaginam, não é necessário um grande patrimônio para comprar ações na Bolsa de Valores. Inclusive, é possível investir com quantias menores que R$100,00. Depois que você tiver poupado e separado recursos, prepare-se para começar a investir de verdade.

2- Abra uma conta em uma corretora de investimentos

Abrir uma conta em uma corretora de investimentos é uma opção muito interessante. As opções de aplicação são mais variadas, o processo é menos burocrático e você, geralmente, pagará taxas menores do que em um banco, garantindo uma melhor rentabilidade. 

3- Procure por uma plataforma para comprar ações

No Home Broker tradicional é possível comprar e vender as ações na Bolsa de Valores. Mas, caso você não tenha tanta familiaridade com o Home Broker, vale a pena buscar plataformas que ofereçam um layout mais intuitivo. Assim, você não fica perdido e evita realizar qualquer operação equivocada. 

Existem várias plataformas para comprar ações que buscam facilitar a vida do investidor. No geral, essas plataformas fornecem informações e análises valiosas e auxiliam nas tomadas de decisão relacionadas aos seus ativos. Recomendamos, então, que você invista em uma ferramenta para otimizar as suas aplicações e aumentar as suas chances de ter sucesso em suas estratégias. 

4- Compre as ações

Chegou o momento de colocar a mão na massa! Antes de mais nada, monte a sua carteira de investimento de acordo com a sua estratégia e o seu perfil de investidor.

Depois disso, atente-se para algumas informações ao comprar o ativo. Estabeleça o preço pelo qual você irá comprar aquela ação e a quantidade de ações nas quais você deseja investir. Defina o seu stop loss e seu stop gain e confira demais dados, como o prazo da operação e informações relevantes da empresa desejada.

Após essas etapas, o investidor deverá seguir fielmente a sua estratégia, respeitando o stop loss e o stop gain. Mas é bom que acompanhe a oscilação do preço do ativo para decidir até quando compensa ou não continuar na operação.

Que tal aprender a comprar ações na prática? Saiba mais sobre simuladores de investimento da Bolsa de Valores e por que eles podem ser tão úteis!

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