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Por que você ainda guarda dinheiro na poupança?

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Ao longo dos anos, a poupança se consolidou como a alternativa favorita do brasileiro na hora de guardar dinheiro. Um dos motivos desse comportamento se deve à facilidade com que se trabalha com a caderneta. 

Muitas contas correntes contam com uma poupança vinculada, portanto, direcionar dinheiro a ela se tornou, para muitos, algo automático. Esse é o seu caso?

Bom, então saiba que, diante de um cenário de baixa rentabilidade da poupança e da popularização de novas modalidades de investimento, chegou a hora reavaliar esse comportamento. Ou seja, atentar não só para as qualidades da poupança, mas às desvantagens e como elas impedem que você aumente seu patrimônio de maneira mais efetiva. 

Separamos esse vídeo com os 3  motivos para você não deixar seu dinheiro na poupança, além dos motivos que vamos citar nesse artigo! 

Sabia que, atualmente, comparada a investimentos com o mesmo perfil de segurança, como os de renda fixa, a poupança não é tão rentável e, pior, em alguns casos ela chega a ser até menos segura? É sobre isso que falaremos na sequência. Continue a leitura para saber mais! 

O mito de que a poupança é o investimento mais seguro

Muitas pessoas recorrem à caderneta de poupança por crer que se trata da forma mais segura que existe para fazer o dinheiro render. O que não é verdade.

A poupança não é mais segura que o Tesouro Direto, por exemplo. Enquanto a poupança é garantida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em até R$ 250 mil por pessoa, o Tesouro é garantido pelo Tesouro Nacional sem limite estabelecido. Assim, se uma pessoa tiver investido um valor acima do limite estabelecido pelo FGC e alguma eventualidade acontecer com o banco, ela pode perder parte do dinheiro investido, algo que não ocorre com os títulos do Tesouro Direto.

Outro fato é que o rendimento da Poupança está abaixo do que oferecem outros investimentos conservadores de renda fixa. Essa característica fica ainda mais acentuada em longo prazo, e, devido ao efeito dos juros compostos, é gerado um montante significativamente maior para quem recorre a ativos como CDBs e Letras de Crédito.

Rentabilidade da poupança

Antes de falar sobre como funciona o rendimento da poupança, é importante explicar que o dinheiro que você deposita na conta poupança faz aniversário todos os meses. Isso significa que se você depositou o seu dinheiro no dia 03 de janeiro, em todo dia 03 dos meses seguintes os juros do valor depositado entrarão na sua conta.

Isso também quer dizer que se você tirar o seu dinheiro da poupança antes do seu “aniversário”, não será possível ver os rendimentos da sua aplicação. 

Agora, é importante que você saiba como a rentabilidade da caderneta é estabelecida. Acompanhe abaixo:

Caso a Selic – taxa básica de juros da economia – esteja abaixo ou igual a 8,5%, a rentabilidade será igual a 70% da Selic mais a taxa referencial (TR). A taxa referencial é uma taxa que foi instituída na década de 90 para controlar a inflação e que, hoje, serve para balizar os rendimentos, não só da poupança, mas do FGTS e títulos públicos. Se a taxa Selic estiver acima dos 8,5%, o rendimento será de aproximadamente 0,5% ao mês, mais a TR.

É importante saber que, quando a Selic está em baixa, a TR cai e, só para se ter uma ideia, desde o ano de 2017 ela está zerada. Portanto, a única vantagem da Poupança está na liquidez imediata, o que significa que, nesse tipo de investimento, você pode retirar seu dinheiro a qualquer momento. Ainda assim, se pensarmos que o Tesouro Direto tem liquidez diária, vemos que essa vantagem deixa de ser tão significativa.

Conheça o tripé de investimentos

Para acumular patrimônio ou atingir objetivos financeiros de forma mais eficaz, é preciso olhar para o mercado e procurar pelas soluções que trazem os melhores resultados. Para isso, é preciso atentar a três fatores, que chamamos de “tripé de investimentos”:

  • segurança;
  • rentabilidade;
  • e liquidez.

Em geral, um único ativo não consegue reunir essas três características ao mesmo tempo, podendo apresentar, no máximo, duas delas. Por exemplo, um investimento altamente seguro, dificilmente será muito rentável.

Assim, se um ativo é potencialmente muito rentável, ele geralmente é indicado para quem está mais disposto a assumir algum risco. Nesse caso, quando pensamos em rentabilidade, os melhores resultados certamente aparecem na renda variável que, sim, oferece alguns riscos. O motivo é que, nesse mercado, a rentabilidade é imprevisível, não sendo possível precisar quanto e nem quando um ativo irá oscilar. 

A renda fixa e a renda variável

O que faz com que a renda variável seja especialmente atrativa é que, de maneira geral, a rentabilidade dos investimentos em renda fixa acompanham a taxa Selic. Assim, em um momento em que a taxa básica de juros está em baixa (realidade atual), a rentabilidade de investimentos dessa natureza é menor.

Basicamente, a renda fixa funciona como uma relação de empréstimo. O investidor empresta dinheiro para uma instituição e lucra com os juros envolvidos nessa operação. Quando você investe em títulos privados, está emprestando dinheiro para organizações como bancos e, quando investe em títulos públicos, está emprestando dinheiro ao governo.

Emprestar dinheiro a essas instituições confere segurança. Mas o rendimento, por outro lado, é considerado baixo. 

Já na renda variável, o investidor pode comprar ativos de grandes empresas para lucrar com o crescimento delas ou com a oscilação de seus papéis no mercado financeiro. A renda variável oferece diversas possibilidades: você pode comprar participação em empresas por meio das ações, pode investir em moedas, em derivativos, entre outros produtos.

A questão da segurança

Provavelmente, a sensação de segurança é a responsável pelo mito de que a caderneta de poupança é a melhor solução. Como visto, isso não se justifica, pois é possível sim perder dinheiro investindo acima de R$ 250 mil nesse ativo.

Todos nós temos um perfil de investidor, mesmo quem não investe ainda. Entender o seu perfil é um passo importante na escolha dos seus investimentos. Faça um planejamento financeiro consistente, buscando recorrer a investimentos mais rentáveis e tão seguros quanto a poupança.

Os perfis de investidores

Existem vários perfis de investidores, mas aqui vamos focar em apenas 3 deles:

  • Conservador
  • Moderado
  • Agressivo

O investidor conservador costuma priorizar a segurança, por isso, opta por aplicar majoritariamente em produtos de renda fixa, como CDBs e Tesouro Direto. 

O investidor de perfil moderado também busca segurança, mas arrisca mais que o investidor conservador e, em sua carteira de investimentos, inclui opções mais rentáveis como as ações, mesmo que em proporção menor. 

Já o perfil agressivo tem o foco em rentabilidade e está disposto a correr mais riscos em prol de um bom rendimento. Geralmente sua carteira de investimentos é composta por ativos de renda variável, como ações da Bolsa de Valores

Se você está iniciando agora no mundo dos investimentos, o autoconhecimento vai ser extremamente importante para os seus primeiros passos. Entender qual o seu perfil de investidor e quais seus objetivos vai te ajudar a fazer as melhores decisões para sua carteira de investimento.  

E não se preocupe! Embora no início todo mundo seja um pouco conservador com o dinheiro, na medida que você adquirir mais conhecimento a tendência é que você consiga correr mais riscos para alcançar maiores rendimentos.

Conhecimento é poder

Se você chegou até aqui, provavelmente está convencido de que a poupança não é a melhor opção para investir o seu dinheiro.

Você pode estar se perguntando “o que fazer a seguir?”, e com certeza o próximo passo é informar-se sobre o mercado financeiro e sobre as possibilidades de investimentos mais adequadas para você.

Para crescer no mundo dos investimentos, é extremamente importante estudar e acompanhar o mercado. Só assim é possível ficar cada vez mais seguro que suas escolhas estão sendo as melhores para o momento.

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