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Desafios da educação financeira no Brasil e dicas para superá-los

A educação financeira no Brasil tem suas particularidades. Aqui, muitas pessoas não se sentem à vontade para falar sobre seu salário, não costumam conversar sobre o mercado financeiro, nem sobre as formas de controlar as finanças.

Mesmo depois de muitas mudanças e evoluções, falar de dinheiro ainda é um tabu para muita gente. Se falar da vida financeira já é complicado, mais difícil ainda é falar sobre investimentos.

O pior é que a ausência dessa conversa afeta a forma como o brasileiro investe. Somos ensinados, desde jovens, a poupar para garantir um futuro melhor, mas dificilmente o universo dos investimentos faz parte desse aprendizado.

Seus conhecimentos também estão limitados à caderneta de poupança? Veja quais são os principais desafios da educação financeira no Brasil e nossas dicas para superá-los!

Desafios da educação financeira no Brasil

O que é educação financeira?

Educação financeira não é sinônimo para “saber juntar dinheiro” ou para “ter muito dinheiro”. Muito mais do que isso, a educação financeira no Brasil está relacionada à conscientização sobre as oportunidades e riscos financeiros que estão ao seu alcance.

Por que a educação financeira no Brasil é tão fundamental? Porque é ela que nos traz segurança e independência verdadeiras.

Vale dizer que a educação financeira no Brasil independe de classe social, sendo importante para todos que desejam viver a vida de maneira mais atenta e estável financeiramente. Portanto, tê-la é estar consciente na hora de economizar e de investir, pensando em benefícios reais.

Qual é a importância de falar sobre a educação financeira no Brasil?

Vivemos em um mundo de regime extremamente consumista e, se não tivermos disciplina, podemos gastar mais do que deveríamos e nos endividar. Para preservar os seus patrimônios e bens materiais, é necessário falar sobre esse assunto e criar uma rotina de planejamento financeiro.

Pare um pouco pra pensar em todos os benefícios que você teria em sua vida se você conseguisse se planejar a curto, médio e longo prazo: ficar com as contas em dia, poupar pelo menos 10% da receita líquida, ter uma reserva para emergências… Essas seriam apenas algumas das vantagens que você teria ao investir na educação financeira.

Como está a educação financeira no Brasil?

A situação não está lá muito boa para o Brasil. Você sabia que 45% dos brasileiros não fazem controle financeiro e, entre os que fazem, 21% utilizam a própria memória para gerir as suas finanças? O maior problema disso está relacionado ao futuro, principalmente à aposentadoria (e outras eventuais emergências e gastos não planejados).

Muitos brasileiros não conhecem o conceito de investir e a maioria investe em um dos tipos menos rentáveis de investimento, que é a poupança. Aliás, pior do que isso é que, de acordo com um outro relatório, o da ANBIMA, grande parte dos brasileiros não poupam nada por mês e, daqueles que conseguem poupar algo, só a minoria coloca o dinheiro efetivamente na poupança. Falaremos mais sobre esse tipo de investimento logo abaixo.

Poupança ainda é popular no Brasil

Como mencionado acima, não podemos negar que o hábito de aplicar dinheiro na poupança tem muito a ver com a educação financeira no Brasil. Afinal, a poupança é a aplicação financeira mais procurada no país.

Entre as pessoas que responderam à pesquisa da SPC Brasil, 61% aplicam seu dinheiro na poupança. A pesquisa ainda levantou um dado curioso: 58% dos poupadores não sabem quais são os investimentos que oferecem as melhores taxas de rentabilidade. Como o rendimento da poupança é muito baixo, esse número pode explicar o motivo da aplicação ainda possuir muitos adeptos: falta de conhecimento sobre opções melhores.

Qual é o percentual de investidores na bolsa de valores?

A poupança ainda é a preferida pela população brasileira. Enquanto isso, nos Estados Unidos, a renda variável tem mais espaço e a bolsa de valores ganha lugar de destaque.

Se pararmos para analisar, podemos perceber muitas diferenças entre a forma de investir do brasileiro e do norte americano. Nos EUA, 65% da população investe na bolsa de valores, por exemplo.

Em contrapartida, recentemente, foi divulgado um comparativo que mostra que, no Brasil, há mais pessoas na cadeia do que investidores de bolsa. O que significa que nosso número de investidores ainda precisa crescer bastante.

Como a cultura influencia na educação financeira no Brasil?

Isso não quer dizer que nossos amigos norte americanos são melhores ou piores que nós, só ressalta como a cultura de educação financeira no Brasil e de outros países influencia no comportamento do investidor. Essa cultura de investir em ações faz parte da realidade do estadunidense há mais de 5 décadas e passou de pai para filho. A criança cresce vendo o pai ou a mãe investindo na bolsa de valores e, quando possui seu próprio dinheiro, acaba seguindo o mesmo caminho. Inclusive, nos EUA, os investimentos na bolsa de valores já estão presentes na cultura há quase meio século.

No Brasil, nós ainda estamos nos acostumando com esse ambiente, que pode ser altamente rentável. Foi só na década passada que a bolsa começou a ganhar mais espaço em terras brasileiras. De lá para cá, o número de investidores ativos vêm crescendo cada vez mais.

Dicas para superar os desafios da educação financeira no Brasil

Investir em Educação Financeira nas escolas

Sabia que, de acordo com SPC Brasil, cerca de 6,3 milhões de jovens brasileiros, com idades entre 18 e 24 anos, estão endividados? Esse dado faz todo o sentido. Afinal, esse público é o mais inexperiente e com mais vontade de ser aceito socialmente, o que pode levar ao impulso de consumir por ostentação.

Isso só prova como as crianças e os jovens também precisam de educação financeira no Brasil. Então, por que não, além das matérias usuais que eles estudam, ofertar disciplinas que trabalhem esse conhecimento?

Conhecer a ENEF e o que ela propõe

A Estratégia Nacional de Educação Financeira – ENEF – é uma ação para promover a educação financeira no Brasil. A ENEF possui o propósito de estimular o exercício da cidadania, ao prover intervenções que auxiliem os brasileiros a serem financeiramente mais conscientes.

O ENEF possui estratégias diversas para ampliar a disseminação e adesão ao tema da educação financeira no Brasil. Um exemplo é a websérie de 13 episódios chamada R$100 Neuras, com linguagem voltada ao público jovem, relatando os desafios com a gestão das despesas e sugerindo dicas para uma administração adequada do dinheiro.

Segurar os impulsos consumistas

Existem algumas dicas que já são quase senso comum e que ajudam muito no dia a dia. Mas nem todo mundo as coloca em prática, o que nos faz pensar que muita gente não as conhece.

Por isso, achamos que vale a pena citá-las por aqui. Usar dinheiro sempre que possível, em vez de cartão de crédito; e encontrar lazeres caseiros para não precisar sair todo final de semana, pode te ajudar a economizar.

Mas um outro conselho muito legal é a dica da “lista dos 30 dias”. Trata-se de, toda vez que bater a vontade de comprar algo que você não sabe se vai precisar mesmo, colocar essa vontade em uma lista de espera de 30 dias. Se, depois desse tempo, você decidir que vale a pena comprar, você compra. Se não, a ansiedade e o impulso já vão ter passado bastante, o que tornará mais fácil para você dizer não para aquela compra.

A bolsa de valores está ganhando espaço

A população brasileira está descobrindo que investir na bolsa de valores pode ser muito mais rentável do que investimentos mais tradicionais como a poupança. A bolsa tem ganhado grande força e já alcançou uma marca nunca vista antes no país.

No primeiro semestre de 2019, o número de investidores cadastrados na B3 bateu o recorde de 1 milhão. Este número ainda representa um percentual pequeno quando comparado ao de outros países como os Estados Unidos, mas é muito animador, não acha?

Esse crescimento mostra que cada vez mais pessoas estão entendendo que a bolsa de valores não é só para grandes economistas ou experts do mercado. Ela é para quem quer potencializar seus ganhos; inclusive para você!

Começar a investir

A educação financeira no Brasil acaba influenciando na forma como as pessoas investem. Mas é você quem decide o que quer fazer com o seu dinheiro.

A cultura não deve ser tão limitadora assim. Você pode buscar melhores investimentos que a poupança, que te ofereçam rentabilidades superiores, e a bolsa de valores é uma delas.

Quer ir além dos costumes que ditam a educação financeira no Brasil e quer fazer parte do crescente número de investidores da bolsa? Isso é totalmente possível. Para isso, separamos 3 dicas importantes:

1. Busque conhecimento de mercado

Entender o ambiente que você está entrando é fundamental para ter sucesso. Estude o funcionamento da bolsa, entenda as estratégias e análises utilizadas e tudo o que pode influenciar suas operações. Esse será o seu primeiro passo.

2. Pratique em simuladores

Existem simuladores de bolsa em que você pode realizar operações sem usar dinheiro de verdade. Assim, você pode praticar antes de operar no mercado real.

3. Invista em comunidade

Quando você recebe o apoio de outras pessoas mais experientes e, principalmente, de profissionais do mercado, sua jornada de investimentos se torna muito mais simples. Por isso, a dica é fazer parte de uma plataforma de social trading, que pode te oferecer todo esse apoio, para que você comece a investir na bolsa.

Um costume muito comum nosso é inventar várias desculpas para não sair da nossa zona de conforto. Já reparou?

Está cansado deste hábito e quer superar o medo de investir? Veja o material sobre o mercado de ações que preparamos para te ajudar. Esperamos que goste!

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