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Como fazer o seu dinheiro render

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Ao se falar de finanças, acabamos nos deparando com um tipo de remuneração bastante comum – e também lucrativa, ou desvantajosa, a depender do ponto de vista e dos objetivos do observador: os juros compostos. 

Se você tiver feito um empréstimo em que a base de cálculo seja taxada em juros compostos, fique atento, pois as chances de se endividar ainda mais são maiores. Se o seu caso for justamente o oposto – e você estiver em busca de investir corretamente para fazer o seu dinheiro render, encontrou o caminho certo. 

Os juros compostos são importantes aliados dos investidores que visam rentabilizar o seu capital e fazer com que ele trabalhe a seu favor. Existem vários caminhos para isso e o nosso objetivo é te apresentar, agora, algumas possibilidades.  Acompanhe!

Como funciona a rentabilidade dos investimentos financeiros 

Podemos dizer que investir é equivalente a emprestar uma parte de seu dinheiro para alguém, com a diferença de que o tomador desse capital passa a ser um banco, uma empresa ou o governo. 

Para captar recursos, esses tomadores – também chamados de emissores – emitem títulos de dívidas, regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Esses contratos são adquiridos pelos investidores, que recebem de volta ao término do contrato (ou até mesmo antes), seu capital acrescido de juros. 

E é aí que surge a possibilidade de lucrar por meio dos juros compostos, pois o rendimento de seus investimentos será resultado de juros sobre juros. Veja:

Se você pegar um empréstimo de R$ 1.000,00 a uma taxa de 1% ao mês, ao final de 12 meses terá um total de R$ 1.126,82. Isso porque todas as aplicações financeiras – tanto em renda fixa quanto em renda variável – têm sua remuneração baseada nos juros compostos, e não nos juros simples. 

Então ao final do primeiro mês, você terá R$ 1.000,00 + 1% desse valor (R$ 10,00) = R$ 1.010,00.

Ao final do segundo mês, terá R$ 1.010,00 + 1% desse valor (R$ 10,10) = R$ 1.020,10, e assim por diante. 

Em comparação aos juros simples, os juros compostos são muito mais rentáveis para o investidor. 

Por que não deixar seu dinheiro na Poupança

Quem ainda não está muito familiarizado com o mundo dos investimentos, pode acabar tendo a Caderneta de Poupança como primeira alternativa na hora de guardar seu dinheiro com o objetivo de fazê-lo render – não é por acaso que ela se configura como um dos investimentos mais populares entre os brasileiros. Mas será mesmo que, na prática, podemos considerar a Poupança como um investimento?

Apesar de todas as facilidades que ela apresenta, como a isenção de taxas, os prazos para resgate (por isso, possui alta liquidez) e valor mínimo de aplicação, a Caderneta possui uma rentabilidade pouquíssimo atrativa por três importantes razões:

– Pode apresentar um rendimento real nulo em períodos de alta da inflação e ou mesmo render abaixo do IPCA, índice que mede a inflação em dado período.

– Caso a Poupança esteja rendendo abaixo da inflação, o capital investido nela acabará perdendo valor se comparado aos preços pagos pelo consumidor no mercado – o que reduz o poder de compra do investidor ao invés de trazer rentabilidade.

– Após aplicar o dinheiro na Poupança, o investidor deverá aguardar pelo menos 30 dias para poder resgatar o valor inicial acrescido de juros, caso não queira perder toda a rentabilidade acumulada. A mesma lógica funciona para os meses subsequentes: se precisar resgatar seu dinheiro antes da data de “aniversário” da Caderneta, o investidor terá em mãos apenas o rendimento acumulado até o último mês antes do saque.

No entanto, existem diversos outros tipos de aplicação – tanto em renda fixa quanto em renda variável – que apresentam as vantagens da Poupança com um potencial de rentabilidade melhor. Falaremos sobre eles logo abaixo!

Como fazer o dinheiro render

Hoje em dia, o investidor que quer saber como fazer o dinheiro render possui diversas opções ao seu alcance – desde as que apresentam maior rentabilidade potencial até as que possuem menos riscos envolvidos. Dê uma olhada:

Alguns investimentos em renda fixa:

  • Tesouro Direto: assim como a Caderneta de Poupança, os títulos do Tesouro Direto são emitidos pelo governo federal e podem ser considerados bastante seguros. Com apenas R$ 30,00 já é possível começar a investir nessa modalidade, que possui contratos prefixados (em que a rentabilidade se baseia na Taxa Selic atual); pós-fixados (aqui, a remuneração acompanhará a Taxa Selic no momento de vencimento do contrato) ou híbridos, atrelados ao IPCA.
  • CDBs: diferente do Tesouro Direto, os Certificados de Depósitos Bancários são títulos emitidos pelos bancos, mas também apresentam relativamente baixos riscos e podem render até duas vezes mais que a Poupança. Os CDBs mais comuns são os pós-fixados, que possuem remuneração atrelada ou à Taxa Selic ou ao CDI. 
  • LCI/LCA: Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito do Agronegócio também são títulos emitidos pelos bancos – aqui, com a intenção de financiar projetos ligados ao setor da construção civil ou do agronegócio. As Letras de Crédito, assim como o Tesouro Direto e os CDBs, também são protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), e ideais para quem visa investir a médio ou longo prazo.

Investimentos em renda variável

  • Ações: são pequenas partes de uma empresa que podem ser adquiridas pelos investidores, tornando-os, assim, sócios da instituição. As Ações são negociadas nas Bolsas de Valores por meio das corretoras e são consideradas investimentos de maior risco – ao passo que podem oferecer maior rentabilidade. Os investidores podem ser remunerados de duas formas: por meio dos dividendos, ou da compra e venda dos ativos no mercado.
  • Fundos Imobiliários: nessa modalidade, os investidores compartilham seus investimentos entre si, compondo os fundos, com o objetivo de reduzir riscos e potencializar os ganhos. A remuneração é dividida entre os investidores, respeitando a proporção aplicada por cada um, e o foco é alocar recursos nas áreas da construção civil ,da compra e financiamento de imóveis.

Qual estratégia adotar para fazer o dinheiro render

Não há uma receita de bolo em relação às estratégias para fazer o dinheiro render, pois elas variam de pessoa para pessoa. No entanto, alguns pontos devem ser observados pelo investidor antes mesmo de iniciar sua jornada no mercado financeiro:

1- Defina seus objetivos: saiba quanto você tem disponível para investir e onde quer chegar. Não importa se seus objetivos são a curto, médio ou longo prazo: nesse primeiro momento, conhecê-los é suficiente!

2- Conheça o seu Perfil de Investidor: analise como você lida com o risco. Você se considera conservador em relação às suas finanças, ou está disposto a arriscar mais em busca de um potencial de ganho maior? Ao saber onde você se enquadra, ficará muito mais fácil montar a sua Carteira de Investimentos e aumentar as chances de sucesso.

3- Diversifique seus investimentos: ao redistribuir seu patrimônio aplicando-o em mais de um fundo, por exemplo, você equilibra melhor seus ativos diante da volatilidade do mercado.

4- Leia bastante sobre o assunto para conhecer cada vez mais o mercado e minimizar as chances de tomar decisões precipitadas.

E aí, está preparado para começar a fazer o seu dinheiro render? Conte para a gente deixando um comentário nesse post!

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