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Qual a porcentagem ideal de gastos mensais?

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Na hora de organizar a vida financeira, entender quais são os seus gastos mensais e pensar em formas de controlá-los e reduzi-los é de suma importância. Uma planilha de gastos mensais pode ajudar nesse sentido, mas também é preciso avaliar o quanto esses custos estão impactando a sua renda.

Assim, será mais fácil tomar decisões sábias para cortar gastos sem que isso impacte a sua qualidade de vida. Quer entender melhor? Siga conosco neste conteúdo!

O que são gastos mensais?

Podem ser enquadrados como gastos mensais todos aqueles que ocorrem de maneira recorrente. Essa lista pode ser composta por contas fixas e básicas, sendo, portanto, mais difícil reduzi-la. É por isso que o planejamento adequado é tão importante, evitando o endividamento.

Alguns exemplos de gastos mensais são: aluguel ou parcela do financiamento da casa, condomínio, conta de água e energia elétrica, internet, gastos com transporte, alimentação, mensalidade da escola dos filhos etc.

Como fazer o controle dos gastos mensais?

O primeiro passo para controlar os gastos mensais é entendê-los. Então, o fundamental é você criar uma planilha ou uma tabela de gastos mensais. Nela, você deve anotar tudo o que gasta dentro de um mês, como:

  • despesas da casa (aluguel ou financiamento, condomínio, luz, água, internet, telefone, gás etc.);
  • despesas de alimentação fora de casa (restaurantes, cafezinhos, fast-food etc.);
  • despesas com supermercado (alimentação, produtos de higiene, produtos de limpeza etc.);
  • transporte (gasolina, Uber, táxi, transporte público etc.);
  • educação (escola dos filhos, faculdade, cursos, livros e outros);
  • lazer (cinema, serviços mensais de streaming);
  • cuidados pessoais (academia, equipamentos de ginástica, personal, salão de beleza, barbeiro etc.);
  • investimentos (previdência privada, poupança, reserva de emergência etc.);
  • impostos (IPVA, IPTU, Imposto de Renda etc.);
  • saúde (convênio médico, remédios, tratamentos)
  • outras despesas (ração para os pets, petshop, presentes e outros não listados).

Depois de entender quais são suas despesas mensais, é hora de dividi-las em:

  • gastos essenciais: casa, mercado, educação, saúde, transporte e impostos;
  • estilo de vida: lazer, cuidados pessoais e alimentação fora de casa;
  • objetivos ou prioridades financeiras: dívidas e investimentos.

A partir de então será mais fácil compreender o que precisa ser priorizado e o que pode ser reduzido – e também qual gasto mensal está acima do ideal, pensando em maneiras de diminuir esses custos.

Qual a melhor porcentagem dos gastos mensais?

Existem muitas regras que visam estipular a porcentagem ideal dos gastos mensais. A mais conhecida é a dos 30-20-15. Ou seja: 30% da renda mensal deve ser destinada à moradia, 20% para a educação e 15% para o transporte.

Mas a verdade é que a porcentagem ideal dependerá muito do seu estilo de vida e padrão de consumo. A base de um orçamento doméstico de sucesso sempre será o equilíbrio, de forma que você gaste com o básico, mas também consiga ter dinheiro para o lazer, os cuidados pessoais e para realizar seus sonhos, metas e objetivos financeiros (como comprar uma casa, fazer uma viagem ou se aposentar).

Regra 50-15-35

Apesar disso, existem algumas regras que podem lhe ajudar na hora de organizar melhor os gastos mensais. Uma delas é a regra dos 50-15-35, que diz que:

  • 50% da sua renda devem ser destinados aos gastos essenciais, como alimentação, moradia, saúde, transporte, mercado e educação (ou seja, tudo aquilo que você precisa para se manter no dia a dia);
  • 15% devem ser destinados à prioridades financeiras, como quitação de dívidas, criação de um fundo de reserva de emergência, plano de previdência privada, investimentos de longo prazo etc.;
  • 35% da sua renda deve ser para as despesas de estilo de vida, como academia, hobbies, lazer, salão de beleza, viagens, restaurantes, compras e cuidados pessoais.

Com essa regra, você conseguirá estabelecer metas de gastos e organizar a sua vida financeira.

Regra 50-30-20

Outra regra semelhante é a dos 50-30-20, que estipula:

  • 50% da renda para os gastos essenciais e fixos, como moradia e supermercado;
  • 30% para gastos variáveis relacionados ao estilo de vida, como viagens, academia, lazer e restaurantes;
  • 20% para arcar com as prioridades financeiras que vão ajudar a alcançar sonhos e projetos.

Regra dos 60-10-10-20

Se você não consegue se organizar nas regras acima, essa outra possibilidade poderá lhe ajudar. Ela diz que:

  • 60% da sua renda deve ser destinada aos gastos básicos;
  • 10% para os objetivos de curto prazo (fundo de emergência, trocar de carro, fazer uma viagem e outros objetivos com prazo inferior a 2 anos);
  • 10% para objetivos de longo prazo (aposentadoria, compra de um imóvel, entre outros);
  • 20% para gastos livres (itens supérfluos).

Como equilibrar os gastos mensais?

Apesar de todas as regras, muitas pessoas têm dificuldades em aplicá-las. Principalmente quando falamos nos gastos básicos, já que muitas acreditam que 50-60% é uma porcentagem muito baixa para cobrir todos esses pontos.

Porém, geralmente, há duas possibilidades para isso. A primeira são as pessoas que não compreendem bem o que são gastos básicos (e incluem nessa conta itens supérfluos que poderiam ser cortados). E a segunda são daquelas que estão vivendo acima do seu padrão de vida, gastando mensalmente com itens aquém do que podem pagar.

Equilíbrio financeiro não é acabar o mês empatando receita com despesa. Afinal, você não estará pensando no seu futuro financeiro. Está apenas gastando com o agora, sem pensar, por exemplo, em como será quando se aposentar ou caso venha a perder o emprego.

Se está com dificuldades em cortar gastos, analise: caso você ficasse desempregado hoje, quais dos seus gastos mensais seriam cortados ou reduzidos? Esse pequeno exercício pode lhe dar um indicativo de quais gastos devem realmente ser considerados básicos no seu orçamento doméstico.

Quanto gastar por mês com atividades físicas?

As atividades físicas, como vimos, entram nos gastos relacionados ao estilo de vida. Elas são extremamente importantes para manter a sua saúde física e mental. Mas devem ser compatíveis com a sua renda e realidade financeira.

O ideal é que esses custos somados aos demais relacionados a esse setor (como salão de beleza, restaurantes, viagens etc.) não ultrapassem o máximo de 30% da sua renda.

A boa notícia é que economizar com as atividades físicas não é tão difícil. Você pode, por exemplo, montar uma academia em casa, com alguns equipamentos de crossfit e contratar um professor à distância para lhe orientar, o que sairá mais barato do que uma academia com personal.

Ainda há a possibilidade de participar de grupos de corrida, fazer atividades ao ar livre, entre outras sugestões. É claro que você nunca deverá dispensar a orientação de um profissional de educação física.

Depois de todas essas dicas, ficou mais fácil organizar os seus gastos mensais e distribuir a sua renda de forma adequada? Ajude seus amigos: compartilhe este conteúdo nas suas redes sociais!

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