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Entenda o que é inflação e como ela impacta seu dia-a-dia

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Um assunto muito comum na mídia nos últimos meses é o aumento da inflação. Mas, o que é a inflação? Qual a relação dela com a taxa Selic? Como ela interfere no seu cotidiano? Essas são algumas das perguntas que vamos te responder neste artigo.

Um fato é: a inflação tem total relação com o seu dia-a-dia. Se você ainda não entende bem como isso acontece na prática, continue acompanhando o texto que vamos explicar sobre o assunto e te ajudar a se proteger desse problema!

Inflação no seu dia-a-dia

Você vai ao supermercado e percebe que subiram os preços do óleo,arroz, leite, e por aí vai…. Saindo do supermercado, você vai ao açougue e vê, mais uma vez, que a carne está mais cara. Já no final do mês, você recebe a conta de luz e mais um aumento! Se identificou, né? 

Essa é a realidade que os brasileiros vêm enfrentando nos últimos meses, que pode ser resumida em uma única palavra: inflação. Sim! A inflação, indicador base da nossa economia, mostra o aumento generalizado e/ou contínuo dos preços de uma série de categorias de bens e serviços fundamentais à nossa vida. 

Na economia, o conjunto dessas categorias é denominado “cesta de produtos” e abrange: alimentação, vestuário, transporte, saúde, habitação, despesas pessoais, educação e comunicação. Ou seja, se a inflação em determinado mês for de 0,25%, significa que o aumento médio dos preços dessas categorias no período também foi de 0,25%. 

O que é a Taxa Selic?

Ok, nós já te contamos o básico sobre o que é a inflação, mas você deve estar se perguntando sobre as causas dela, não é mesmo? Para entender, é importante ter em mente que a inflação pode ser de curto prazo (aumentar em um mês), e de longo prazo (aumentar ao longo de um ano), por exemplo. Para cada um desses casos, existem causas diferentes, que variam desde o aumento da demanda por determinado produto, até a diminuição da taxa Selic. E é sobre isso que vamos falar a seguir.

Impactos da Taxa Selic na inflação

A Taxa Selic é a média ajustada dos títulos negociados diariamente pelo governo no Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Isso significa, em outras palavras, o valor pago em juros pelo governo às instituições financeiras que adquirem títulos públicos do Tesouro Nacional.

Além de ser o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação, a Taxa Selic influencia todas as outras taxas de juros brasileiras: desde os rendimentos das aplicações financeiras até as remunerações de empréstimos e financiamentos.

Mas, por que a diminuição de uma taxa jogaria a inflação lá para cima? Primeiramente, pois quando o governo diminui a Selic, a taxa básica de juros da nossa economia, alguns investimentos como a Poupança e o Tesouro Selic, passam a render menos.

Exemplificando: quando a Selic aumenta, o acesso ao dinheiro (empréstimos, financiamentos e créditos) fica menor, e o consumidor passa a cortar gastos. No longo prazo, essa estratégia controla a inflação por gerar menor demanda e, consequentemente, oferta mais barata. Portanto, na prática, elevar a Selic ou mantê-la estável é uma maneira de conter o aumento dos preços.

Por outro lado, quando o Banco Central deseja estimular a economia, fazer o dinheiro circular mais e, por consequência, aumentar a inflação, a Selic diminui.

Ajustes na Selic e inflação acima da meta

Agora que você já sabe um pouco mais sobre a inflação e a Taxa Selic, fica claro porque vemos tanta variação de preços no dia a dia, não é mesmo? Isso vai de encontro a uma série de medidas que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central vem adotando nos últimos meses com o objetivo de manter o controle da inflação. Nesse movimento, recentemente, a taxa Selic foi elevada de 4,25% para 5,25% ao ano.

Os aumentos sucessivos da Selic são uma tentativa do BC de segurar a inflação no Brasil. A escalada dos preços de alimentos, combustíveis e energia elétrica faz com que os economistas do mercado financeiro já projetem a inflação bem acima do centro da meta para o ano. 

Com esses sucessivos aumentos, que têm estado no centro das discussões do mercado financeiro, também foi aceso o sinal de alerta entre os investidores brasileiros, que, diante de retornos cada vez menores das aplicações mais conservadoras, estão buscando novas formas de alocar o dinheiro.

Se proteja da inflação investindo!

Neste contexto de incerteza, ter ao menos uma parte da sua carteira de investimentos reservada a ativos que ofereçam retornos reais, acima da inflação, se torna ainda mais relevante a cada investidor.

Felizmente, há algumas formas de você se blindar contra a inflação e proteger o seu patrimônio, garantindo uma rentabilidade real aos seus investimentos (rentabilidade real é todo retorno acima da inflação. Ou seja, se em determinado período, a inflação foi de 10%, enquanto sua performance foi de 15%, sua rentabilidade real foi de 5%).

Tá bom, mas em que eu devo investir então? Essas respostas você pode encontrar neste nosso artigo sobre como ganhar dinheiro mesmo em cenário de crise, mas, já te adiantamos que excelentes alternativas são aplicações de renda fixa, negociação de ações e compra de fundos imobiliários.

Lá, te contamos 3 formas de investimentos para lucrar mesmo em cenários de crise financeira e aumento de inflação. Confira e se proteja o quanto antes do cenário de incerteza que vivemos no país. O investimento certo pode e vai gerar mais tranquilidade para você!

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