Investimento em renda fixa

Como aumentar seu rendimento saindo da poupança e optando pela renda fixa

Não é nenhuma novidade que a rentabilidade oferecida pela poupança é muito baixa e pouco satisfatória. Com isso, muitas pessoas buscam outras formas de investir. 

O poupador que opta por investir seu dinheiro em outras modalidades encontra na renda fixa uma ótima saída. O investimento em renda fixa é uma modalidade muito procurada por quem busca segurança e, ao mesmo tempo, rendimentos superiores aos da caderneta poupança. 

Apesar das diversas diferenças entre eles, como a forma de remuneração e a isenção no Imposto de Renda, os investimentos em renda fixa possuem um perfil semelhante à poupança, no que diz respeito à previsibilidade. Neles, você consegue saber qual será sua taxa de rentabilidade e pode mensurar seus ganhos para um determinado período, assim como na poupança. Outra semelhança é a segurança, já que os títulos de renda fixa não costumam oferecer grandes riscos ao investidor.

Quer a nossa ajuda para encontrar alternativas mais interessantes que a poupança? Neste post, veja um pouco sobre os principais investimentos em renda fixa e entenda melhor sobre a rentabilidade dos títulos!

Como os títulos de renda fixa são classificados?

Os títulos de Renda Fixa são classificados por categoria, de acordo com a sua rentabilidade. Cada tipo de investimento possui uma forma de remunerar seu capital.

Entender essa divisão fará total diferença na hora de investir.  Os investimentos em renda fixa são classificados como:

1. Títulos prefixados

São investimentos com taxa de retorno já conhecida no momento da sua aplicação. Dessa forma, não importa como os indicadores do mercado se movimentam, o seu retorno já está definido para data de resgate.

Com isso, você não terá surpresas no momento de resgatar o seu dinheiro. Esses títulos são indicados para quem acredita que os juros se manterão baixos ou em queda. Assim, você protege seus investimentos em cenários de taxa de juros baixas.

2. Títulos pós-fixados

São títulos cujo rendimento é atrelado a uma taxa que pode variar, como o CDI ou a taxa Selic, por exemplo. Por isso, o rendimento total só é conhecido no momento do resgate.

A rentabilidade do título depende do desempenho do seu indexador.  Por exemplo, você pode encontrar um Certificado de Depósito Bancário (CDB) que tenha a remuneração de 105% do CDI ao ano. Com isso, devido à variação do CDI, você conhecerá quanto será de fato o seu retorno quando for resgatar o capital.

3. Títulos Híbridos

Esses títulos são uma mistura dos dois que citamos anteriormente. Parte de seu rendimento é atrelada a uma taxa fixa e a outra parte é atrelada a uma taxa variável, que pode ser um indexador da economia.

Por exemplo, seu título pode render: 4,0%  + IPCA. Nesse caso, você receberá, ao final do prazo do investimento, os 4% mais a oscilação do IPCA, que é a taxa que mede a inflação do país. Normalmente, esses títulos são recomendados para o investidor que quer ter um retorno maior. 

Para saber qual tipo de rentabilidade é o ideal para você, o segredo é fazer a escolha levando em consideração o cenário do mercado no momento do investimento. Além disso, não deixe de considerar os seus objetivos e o seu perfil de investidor.

Conheça alguns títulos de renda fixa

Existem diversos títulos de renda fixa disponíveis no mercado. Abaixo, você conhecerá alguns deles:

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa do Governo Federal criado para facilitar o acesso a investimentos em títulos públicos. Ele pode ser uma boa opção para investidores que buscam segurança e um bom retorno.

O governo coloca esses títulos no mercado financeiro no intuito de realizar a captação de recursos para financiar as suas atividades. Em troca, ele devolve o dinheiro aplicado acrescido de juros.

O Tesouro Direto é muito procurado por quem deseja para de investir na poupança. Além disso, seu investimento mínimo é baixo. Com pouco mais de R$30 é possível começar a investir em títulos públicos.

Os tipos de títulos públicos 

    • Relacionados à inflação: Tesouro IPCA;
    • Prefixados: Tesouro Prefixado;
  • Indexados à taxa Selic: Tesouro Selic.

O Tesouro Selic costuma ser bastante recomendado, pois possui rentabilidade igual à taxa básica de juros do país, além de pouca volatilidade.

CDB

A sigla CDB significa Certificado de Depósito Bancário. É um título emitido por bancos que precisam financiar as suas operações, assim como o governo faz com os títulos públicos. É como se o investidor emprestasse o seu capital para a instituição e, em troca, ganha a quantia acrescida de juros.

O CDB possui um ponto de segurança a mais: ele é protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Isso significa que, se a instituição que lançou o título declarar falência, você será reembolsado de acordo com as regras estabelecidas pelo Fundo. O valor ressarcido é de R$250 mil por instituição e por CPF, limitado a 1 milhão a cada 4 anos.

Liquidez diária

Alguns CDBs possuem liquidez diária, mas isso depende do vencimento de cada investimento, vale a pena conferir antes de aplicar o seu capital. Para resgates inferiores a 30 dias, há cobrança de IOF. Os Certificados de Depósito Bancário podem ser investidos com taxas pré e pós-fixadas e possuem incidência de Imposto de Renda.

tabela iof
(fonte: https://bit.ly/2NBuhXR)

LCI

A LCI (Letra de Crédito imobiliário) é um tipo de investimento para que o banco capte recursos junto ao investidor para o financiamento imobiliário. O investimento em LCI é livre de impostos de renda para pessoa física, além de ter cobertura do FGC, de acordo com as regras do órgão.

LCA

As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são emitidas por instituições financeiras e possuem como lastro os créditos originados do agronegócio. Bastante semelhante à LCI, a LCA também tem isenção de Imposto de Renda para pessoa física e cobertura pelo FGC.  

Letra Financeira (LF)

A Letra Financeira é uma modalidade de investimento criada pelo Governo para permitir que os bancos realizem a captação de recursos a longo prazo. O investimento mínimo em LFs é de R$150 mil.

Há incidência de IR com alíquota de 15%. Possui alta rentabilidade, normalmente pós-fixada, indexada ao CDI.

Um ponto que pode ser considerado uma desvantagem é sua liquidez, pois o investidor só poderá resgatar o valor na data de vencimento, com  prazo mínimo de dois anos. Para quem pretende resgatar o dinheiro antes disso, a Letra Financeira não será a melhor opção.

Letras de Câmbio (LC)

As Letras de Câmbio são emitidas por instituições financeiras que precisam financiar suas atividades, em troca de uma rentabilidade preestabelecida. A remuneração pode se dar de algumas maneiras:

    • Percentual do CDI;
    • CDI + spread;
    • Índices de preços (ex: IGP-M, IPCA);
  • Taxa Prefixada.

Existem Letras de Câmbio com liquidez diária (não são todas) e também possuem a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Assim como o CDB, a Letra de Câmbio possui a incidência IOF para resgates feitos antes de 30 dias, a partir da data da aplicação. Essa modalidade também sofre incidência de Imposto de Renda, calculado via tabela regressiva.

CRI e CRA

O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) são expedidos pelas securitizadoras (empresas que reúnem as dívidas de construtoras e do agronegócio, disponibilizando-as no mercado em títulos de renda fixa). A sigla CRA significa Certificados de Recebíveis do Agronegócio.

Eles são emitidos com a intenção de captar recursos para financiar as empresas do setor agrícola. Já o CRI, para financiar as empresas do setor imobiliário.

A remuneração desses investimentos pode se dar a partir do:

  • Percentual do CDI;
  • CDI + taxa prefixada;
  • Índices de preços ou inflação + taxa prefixada;
  • Taxa prefixada.

Os CRI e CRA são investimentos que têm isenção de IR e IOF para pessoa física e, por isso, podem apresentar rentabilidade maior que a do CDB ou fundo de investimento. Afinal, não será descontada a alíquota de IR.

Cobertura do Fundo Garantidor de Crédito

Esses investimentos não possuem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito. Assim, se for aplicar dinheiro no CRI/CRA, faça em instituições de confiança do mercado.

Debêntures

São títulos de dívida em que seu investimento é um empréstimo para instituições que não sejam nem financeiras e nem de crédito imobiliário. É como se a pessoa que investe em debêntures fosse um credor da empresa que emitiu as emitiu e, por isso, recebesse juros fixos ou variáveis ao final do período pactuado. As debêntures podem ser:

    • Simples: não podem ser revertidas em ativos da empresa que as emitiu.
    • Conversíveis: podem ser revertidas em ativos da empresa que as emitiu.
  • Incentivadas: são expedidas por instituições que atuam em projetos relacionados à infraestrutura do país. Por isso, são isentas de IOF e Imposto de Renda.

A escolha da debênture, assim como de qualquer um dos títulos citados acima, dependerá de alguns fatores como perfil, objetivos, prazo de investimento e cenário econômico do momento.  Por isso, antes de realizar um investimento em renda fixa ou em qualquer outra modalidade, é essencial estudar bem as possibilidades e entender as regras da modalidade. Dessa forma, você fará investimentos mais conscientes. 

Títulos de renda fixa como margem de garantia

É possível utilizar alguns títulos de renda fixa (como certos CDBs e títulos públicos) como margem de garantia para investir na bolsa de valores. Assim, seu dinheiro pode render duas vezes.

Quer saber mais sobre como isso é possível? Acesse o nosso conteúdo completo sobre bolsa de valores!

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