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Investimentos financeiros: 5 conceitos básicos para quem quer começar a investir

9 minutos para ler

É verdade, você pode fazer o seu dinheiro trabalhar para você – e isso não acontece através de mágica, mas, sim, por meio de uma ferramenta acessível a todos: os investimentos financeiros.

Infelizmente, investir ainda não é um hábito na rotina de muitos brasileiros – e um fator que leva a esse cenário é a crença, equivocada, de que os investimentos só são possíveis quando se dispõe de uma grande quantia em dinheiro.

Seja lá qual for o seu plano (ter uma boa aposentadoria, economizar para a faculdade dos filhos, adquirir um apartamento, montar uma reserva para eventuais emergências, etc), existem modalidades de investimentos para todos os perfis, e, investir, poderá ajudá-lo a  alcançar os seus objetivos.

Para começar, você precisa primeiro organizar suas finanças, montar um planejamento financeiro e conhecer alguns conceitos básicos do mercado. Que tal aprender mais sobre os investimentos? Neste post, vamos falar sobre eles. Continue a leitura e simplifique sua jornada!

O que são investimentos financeiros?

Podemos dizer que os investimentos financeiros são ferramentas, ou, pontes, que possibilitam às pessoas alcançarem sua independência financeira. Investir é, em linhas gerais, fazer o dinheiro “fazer mais dinheiro”.

Os investimentos representam, no mercado, as operações de compra e venda de ativos – e cada tipo de investimento possui características e comportamentos específicos, para os mais variados perfis de investidores.  

Conhecer essas categorias e padrões é fundamental para investir de forma mais consciente e proveitosa, minimizando possíveis riscos e perdas financeiras. Por isso, um hábito muito importante para todo e qualquer investidor é buscar sempre ler sobre o assunto, compreender as características dos ativos, observar o comportamento do mercado e, por último, mas não menos importante: ter objetivos claros, independentemente de quais sejam.

Os investimentos financeiros estão divididos em dois grandes grupos: o que representa a renda fixa, e, o outro, a renda variável. Veremos mais sobre cada um deles logo abaixo!

Tipos de investimentos

1.  Renda Fixa

Investimentos em renda fixa são aqueles que possuem rentabilidade conhecida desde o momento da aplicação. O investidor já consegue saber qual será a rentabilidade (ou, quanto obterá de retorno) no momento da compra dos títulos – portanto, são investimentos considerados menos arriscados.

Vale ressaltar que, na renda fixa, os ativos geralmente são títulos de dívida. É como se o investidor emprestasse dinheiro a uma instituição financeira e recebesse de volta o valor acrescido de juros depois de um determinado período. Apesar de menos voláteis, os investimentos dessa categoria possuem uma rentabilidade menor se comparados aos de renda variável.

Alguns exemplos de investimentos em renda fixa são:

  • Certificados de Depósito Bancário (CDB);
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • Tesouro Direto;
  • Fundos DI;
  • Fundos de Renda Fixa;
  • Debêntures;
  • Caderneta de Poupança (você sabia que, para muitos especialistas, a poupança não pode nem mesmo ser considerada um investimento?)

2.  Renda Variável

Ao contrário da renda fixa, não é possível saber qual será a remuneração final dos investimentos em renda variável. Outra grande diferença é que, nessa modalidade, o investidor não tem garantia de que terá um retorno positivo, pois a Bolsa de Valores é um ambiente bastante volátil.

A vantagem da renda variável é que ela pode oferecer retornos melhores. Portanto, o investidor que está disposto a correr mais riscos na busca por rentabilidades maiores, pode encontrar na renda variável uma excelente opção. São investimentos em renda variável:

  • Ações;
  • Fundos de ações
  • Fundos imobiliários;
  • Câmbio;
  • Derivativos;
  • ETFs – Exchange Traded Funds;
  • BDRs – Brazilian Depositary Receipt.

Três principais perfis de investidores

Um fator muito importante a se levar em consideração antes de começar a investir é o perfil de investidor. Cada investidor possui suas próprias características, objetivos, metas e um nível de tolerância ao risco específico.

É por isso que um mesmo tipo de investimento pode ser ideal para uma pessoa – e nem um pouco recomendado para outra. Os tipos de investidores são:

  • Conservadores
  • Moderados
  • Arrojados

Para os investidores conservadores, por exemplo, segurança e alta liquidez (que falaremos logo abaixo) são prioridades, portanto, abre mão de uma rentabilidade maior em detrimento de retornos previsíveis e controlados. Geralmente, esses investidores investem grande parte do seu capital em renda fixa.

O investidor moderado também preza pela segurança – mas arrisca um pouco mais do que o investidor conservador em prol de retornos mais atrativos. Por isso, geralmente, possui uma parcela um pouco maior investida em renda variável.

Os investidores arrojados, por sua vez, visam prioritariamente ao lucro. São investidores bem tolerantes ao risco, e geralmente mais experientes no mercado. Grande parte de seu capital está investida em ações – ou em outros ativos mais rentáveis da Bolsa de Valores.  

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 5 conceitos básicos para quem quer começar a investir

1. Rentabilidade

Rentabilidade nada mais é do que o retorno que você obtém sobre o dinheiro investido. É importante avaliar a rentabilidade que a modalidade escolhida oferece e se ela se adequa ao seu planejamento financeiro – sempre levando em consideração que, quanto mais rentável, mais arriscada ela poderá ser.

Cada tipo de investimento possui a sua rentabilidade calculada de forma específica. No mercado, você encontra rentabilidades atreladas a taxas ou indexadores da economia, bem como rentabilidades baseadas na valorização de ativos.

A caderneta de poupança, por exemplo, tem sua rentabilidade atrelada à taxa Selic. Já a rentabilidade das ações da Bolsa de Valores depende da valorização dos papéis. Um ponto importante é: rentabilidade passada (de qualquer investimento) não significa rentabilidade no futuro, afinal, o mercado é volátil e está em constante mudança.

2. Liquidez

Outro termo utilizado com muita frequência nos investimentos financeiros é a liquidez. Quando você aplica seu dinheiro, é importante saber o que acontece se você precisar retirá-lo em algum momento.

Liquidez é a facilidade de converter bens ou ativos em dinheiro. Investimentos diferentes possuem liquidez diferente, por isso, é preciso adequar seus investimentos financeiros aos seus objetivos.

Uma frustração muito grande dos investidores é não ter acesso ao dinheiro quando precisam – ou ter perdas caso resgatem seus recursos. Por isso, é importante buscar informações sobre a liquidez de um ativo ou título antes de investir seu dinheiro.

3. Relação risco e retorno

É muito importante saber que existe uma relação entre o risco e o retorno no mercado financeiro. Quanto maior o risco que um investimento oferece, maior o retorno que ele pode trazer. Da mesma forma que, quanto menor o risco, menor o retorno.

Vamos pensar em dois tipos de investimentos financeiros: poupança e ações da Bolsa de Valores. A poupança oferece baixos riscos, já que se enquadra como um investimento em renda fixa e possui a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para valores até R$250 mil. Mas a sua rentabilidade é baixíssima e, a depender da taxa Selic, pode vir a desvalorizar o seu dinheiro.

Já as ações oferecem riscos mais altos, uma vez que o investidor não tem garantia de que receberá retorno sobre o dinheiro aplicado. Assim, é fácil ver pela comparação dos riscos que o retorno do investimento em ações da Bolsa de Valores costuma ser superior aos de renda fixa.

Os investidores devem estar sempre atentos à relação risco e retorno dos seus investimentos, afinal, ela é diretamente proporcional: quanto maior o risco, maior o retorno; e vice e versa.

4. Carteira de investimentos

Provavelmente, você já deve ter ouvido por aí um famoso ditado: “nunca coloque todos os ovos em uma mesma cesta, afinal, se ela cair, todos quebram.” O mesmo vale para os investimentos: evite, ao máximo, alocar o seu dinheiro em apenas um ativo ou título, porque o mercado é volátil e, em caso de desvalorização, você pode sair perdendo.

Se você distribui o seu dinheiro entre diferentes tipos de investimento, caso algum deles apresente queda, o seu resultado final não será tão afetado – afinal, você ainda tem as outras aplicações.

Essa carteira (também chamada de portfólio ou cesta) passará a ser, portanto, o agrupamento de todos os seus investimentos – uma forma de minimizar riscos e potencializar ganhos no mercado financeiro.

5. Diversificação

A diversificação é uma técnica de administração de risco por meio da alocação de investimentos entre vários setores ou classes de ativos. Ou seja, o investidor não aplica todo o seu dinheiro em apenas um tipo de investimento. A diversificação está diretamente relacionada à criação da sua carteira de investimentos, que falamos no tópico anterior.

Isso ajuda a minimizar os riscos e permite que o investidor consiga obter ganhos de várias fontes e explorar modalidades com rentabilidades diferentes. Em resumo, é a busca por minimizar os riscos e maximizar os ganhos.

Bônus: Selic, IPCA e CDI

Ao começar a investir, você irá se deparar com muitos nomes e siglas comuns ao mercado financeiro. Além dos 5 principais conceitos que falamos nesse artigo, existem alguns outros termos que também aparecem com muita frequência. Veja só:

  • Taxa Selic: é a taxa básica de juros da economia brasileira. A sigla quer dizer Sistema Especial de Liquidação e Custódia.
  • IPCA: significa Índice de Preços ao Consumidor Amplo e é o índice que mede a inflação do país.
  • CDI: o Certificado de Depósito Interbancário é um título que serve como empréstimo entre bancos para que eles consigam fechar seu caixa no fim do dia. É usado como referência para algumas modalidades de investimento, como o CDB.

À primeira vista, esses conceitos podem parecer complicados, mas fazendo uma breve pesquisa sobre o assunto, é possível entender o que cada expressão quer dizer para começar a investir com mais confiança no mercado de investimentos financeiros.

Você está começando? Fica uma dica: os melhores investimentos são aqueles que mais se ajustam ao seu perfil. Busque conhecimento e conte sempre com a Vexter em sua jornada de aprendizado. Se esse artigo foi útil para você, deixe um comentário aqui para a gente!

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