Mercado financeiro na pandemia

Desempenho das empresas de saúde no mercado financeiro durante a pandemia

A crise causada pela pandemia do coronavírus atingiu bruscamente o mercado financeiro. E assim como em outros setores, as empresas de saúde também sofreram o impacto.

Somente no mês de março foram seis circuit breakers na bolsa de valores. Isso sem contar a queda histórica do Ibovespa, a maior desde 1998. Entre os eventos que contribuíram para o pânico no mercado financeiro podemos destacar os três principais:

  • a declaração de pandemia dada pela Organização Mundial da Saúde (OMS);
  • a queda de 60% no valor do barril de petróleo;
  • o rápido alastramento da Covid-19 na Europa, EUA e Brasil.

Desse modo, quem começou o ano animado com as mudanças na economia e com a possibilidade de altos lucros sobre os investimentos, viu seu castelo de areia desmoronar. Logo, a maioria dos investidores percebeu a importância da reserva de emergência. Alguns por possuírem esse recurso, outros justamente pelo contrário.

Porém, a renda variável não foi a única atingida pelo mercado financeiro em chamas. Mesmo os investidores com perfil mais conservador estão lidando com um cenário de perdas e incertezas. Mas será que, mesmo com tantos setores em decadência, a crise trouxe apenas reflexos negativos? Com certeza, não. E um bom exemplo são as empresas de saúde.

Nesse sentido, podemos afirmar que existem ramos do comércio e de serviços que viram uma valorização substancial de suas ações. Sobretudo aqueles que souberam se adaptar e se destacar entre novas necessidades do público. 

No caso das empresas de saúde, algumas perdas e ganhos fazem parte da montanha russa enfrentada nos últimos meses. Veremos a seguir como o setor está vivenciando a crise e quais as melhores apostas de investimento nessa área.

Desafio no mercado financeiro: como as empresas de saúde estão encarando a crise?

Nos diversos setores da área da saúde, o que mais sofreu os impactos da crise no mercado financeiro foi, sem dúvida, o setor hospitalar. Entre as instituições privadas e filantrópicas, a perda de receita se deve principalmente à suspensão das cirurgias eletivas. Ao mesmo tempo, as empresas de saúde precisaram investir recursos e se preparar para a alta demanda de pacientes com a Covid-19.

Por exemplo, os hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein precisaram fazer cortes para ajustar as contas. Considerados como maiores referências em saúde no Brasil, ambos reduziram a jornada de trabalho de parte dos funcionários e fizeram cortes salariais, conforme matéria divulgada pela Folha de São Paulo.

Além disso, as áreas de atendimento clínico e medicina diagnóstica também sofreram o impacto. Com as medidas de isolamento social, as consultas diminuíram e, consequentemente, a realização de exames também. 

Segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), até o fim de abril foi contabilizada uma queda de 70% nos exames de imagem, e de 60% nos laboratórios de análises clínicas. Enfim, a saída encontrada pelas empresas de saúde foi a busca de linhas de crédito junto ao BNDES.

Eventualmente, alguns médicos encontraram na telemedicina uma forma de disponibilizar atendimento aos pacientes. 

Mercado financeiro: quem ganha e quem perde no cenário atual?

Entre os setores da bolsa que mais perderam com a crise do coronavírus estão o transporte aéreo, os programas de fidelização e as empresas de turismo. No entanto, os serviços hospitalares também aparecem na lista, com queda de 32% entre março e abril. 

Se por um lado, hospitais estão enfrentando dificuldade, por outro, a pandemia trouxe visibilidade para algumas pequenas empresas de saúde. De acordo com uma reportagem da CNN Business, das 350 empresas listadas na B3 (a bolsa de valores brasileira), apenas 21 estão com o preço dos papéis em alta.

E entre essas empresas, os dois primeiros lugares são ocupados por empresas do ramo de farmácias e laboratórios.

Laboratórios e clínicas de vacinação

A rede Dasa, que incorpora os laboratórios Delboni e Lavoisier, aparece em 1º lugar na lista das 21 empresas que fecharam o primeiro trimestre de 2020 no “azul”. A alta registrada foi de 31,2% no preço dos papéis.

Outro grupo que chamou a atenção para esse nicho foi o Fleury, que fez investimentos massivos, inclusive com aposta em tecnologia: a plataforma de telemedicina chamada “Cuidar Digital”.

O que faz com essas empresas de saúde sejam favorecidas no mercado financeiro é a grande procura por testes de coronavírus. 

Redes de Farmácia

O grupo Dimed, proprietário das farmácias Panvel, aparece em segundo lugar da lista, com alta de 30,9% no valor das ações. 

Numa outra análise, realizada pelo banco suíço UBS, a rede de drogarias Raia Drogasil também foi bastante favorecida no mercado financeiro. A média de negócios diários foi de mais de R$ 203 milhões no primeiro trimestre. 

Ou seja, mesmo com o enfraquecimento inicial do varejo, a venda de remédios se manteve constante e, em alguns casos, foi potencializada. 

Indústria farmacêutica 

Se as farmácias vendem bem, isso significa que os laboratórios farmacêuticos precisam fabricar quantidades maiores. Ainda mais aquelas que produzem remédios antigripais e vitaminas, cuja demanda tem sido crescente. Assim, outro exemplo trazido pela análise do banco UBS é a Hypera, que já detém 20% de sua receita concentrada nesse tipo de produto.

Todavia, é fácil perceber como as indústrias do setor estão contornando a crise e reforçando sua participação no mercado financeiro. E isso ocorre não somente pelo aumento nas vendas, mas também pelos investimentos do setor público.

Na corrida pela descoberta da cura para a Covid-19, a intensificação de pesquisas têm levado importantes laboratórios a concentrar seus esforços no desenvolvimento medicamentos eficazes contra o novo coronavírus. 

Onde investir no mercado de saúde atualmente? 

De algum modo, o mercado financeiro como um todo sofrerá o reflexo da crise sanitária mundial. Porém, no caso das empresas de saúde, essas perdas podem ser menores – ou mesmo inexistentes. Isso faz com que existam boas oportunidades de investimento para esse setor.

Contudo, vale destacar que o mercado de ações sofre constantes mudanças. Ações que hoje estão em baixa ou que se mantém estáveis podem subir e vice-versa. Portanto, num cenário volátil como esse que vivenciamos, é importante estar atento às mudanças. E, claro, estudar o mercado financeiro antes de qualquer tomada de decisão.

Se você deseja entender melhor qual caminho seguir na hora de escolher suas ações, o ideal é contar com a ajuda de um especialista que te ajude a analisar os ativos desejados. Para isso, você pode solicitar a análise do ativo em tempo real para os analistas da Vexter na sala de trade.

Este artigo foi produzido numa parceria entre Vexter e Nexxto. Para ler mais conteúdos de saúde e tecnologia, acompanhe o blog da Nexxto!

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