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4 inovações no mercado financeiro que realmente trouxeram impactos!

Criatividade e inovação são termos muito utilizados no mercado empreendedor atual e podemos dizer que é um dos grandes focos das empresas que querem se manter competitivas no mercado. Mas inovar não é tão simples assim.

O processo de inovação envolve a disrupção de um processo de negócio já familiarizado e consolidado pelo mercado. E, para conseguir inovar, é preciso olhar para um mercado que já funcione bem e propor uma solução para um problema que talvez não esteja tão em evidência assim.

No entanto, ainda que não seja tão fácil, a inovação é fundamental. Afinal, a inovação geralmente implica na criação de processos com menor custo para os usuários, com mais inclusão social e mais transparência do que os modelos tradicionais de negócios. 

Já parou para pensar na importância da inovação no mercado financeiro? Continue a leitura do artigo para acompanhar algumas inovações que trouxeram impactos nessa área!

A diferença entre descoberta, invenção e inovação

Primeiramente, gostaríamos de esclarecer a diferença entre esses termos, já que muitas pessoas confundem descoberta com invenção, e invenção com inovação. De fato, eles são conceitos bastante similares. Mas existem algumas distinções importantes de serem pontuadas:

Descoberta 

A descoberta implica em um fato do mundo físico e científico que precisa ser validada socialmente. São exemplos de descobertas: um novo planeta, a presença do sal no mar, a existência do átomo e por aí vai. 

Invenção

A invenção é um construto que precisa partir de um protótipo (prototipar é a representação primária de uma ideia). A bicicleta e o avião foram grandes invenções, por exemplo. Mas apesar de Santos Dumont ter sido um inventor, ele não pode ser considerado um inovador. Entenda abaixo o porquê.

Inovação

Santos Dumont não pode ser considerado um inovador porque ele não construiu uma indústria aeronáutica, por exemplo. A inovação está relacionada ao mercado e a conseguir vender a sua invenção. 

A inovação é, portanto, um conceito econômico e social. Ou seja, não adianta inventar algo se você não consegue levar essa invenção para o mercado.

Gerou
conhecimento
Gerou um protótipo Foi comercializado
Descoberta X
Invenção X X
Inovação X X X

A tabela acima ilustra a diferença fundamental entre um processo e outro. Uma descoberta gera um conhecimento novo. A invenção gera um conhecimento novo e também um protótipo. Já a inovação gera um conhecimento novo, um protótipo e consegue ir para o mercado para ser comercializado.

Por que inovar?

Para inovar, é preciso seguir teorias e métodos. Não basta esperar que a inovação aconteça espontaneamente, sendo fruto de uma eventual inspiração ou da sorte. A inovação é um processo possível de ser organizado, sistematizado e gerenciado. 

Mas por que inovar se dá tanto trabalho? 

Existem vários motivos pelos quais uma empresa deseja ser inovadora: para se manter competitiva e atualizada no mercado é o principal deles. Geralmente, fatores que levam à inovação são:

  • mudanças tecnológicas;
  • mudanças no padrão de consumo;
  • mudanças na regulamentação de um país. 

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A realidade do mercado financeiro brasileiro

O mercado financeiro é um terreno fértil para inovação, sendo praticamente um oligopólio, com 5 grandes bancos controlando 83% dos empréstimos. Essa baixa concorrência no mercado financeiro leva a um spread muito alto. Para se ter uma ideia, o spread médio no Brasil é de quase 20%.

Além disso, os bancos brasileiros, por serem muito grandes, acabam sendo ineficientes. O custo operacional dos bancos brasileiros é o dobro do custo operacional dos bancos estadunidenses e 4 vezes maior do que o dos bancos europeus. Há, portanto muito espaço para a disrupção dos serviços financeiros atuais e muito espaço para aplicar tecnologia para resolver todos esses problemas. 

A tecnologia como um caminho para a inovação

Atualmente, um negócio sem tecnologia não é competitivo. Não é à toa que termos como fintech, legaltech, healthtech têm sido cada vez mais comuns no mercado brasileiro (o sufixo “tech” vem do inglês e remete à tecnologia). Todos os setores estão sendo transformados pelas startups e pelas empresas inovadoras que usam tecnologia para criar novos modelos de negócios. 

Além do uso da tecnologia, as startups conseguem passar aos consumidores uma nova experiência de consumo pela agilidade, por terem menos processos burocráticos e equipes mais flexíveis, o que faz com que o cliente se fidelize. Portanto, embora o banco utilize muita tecnologia, ele ainda não tem essa forma de trabalhar que as fintech têm, de focarem na dor dos consumidores, serem mais ágeis e trazerem uma experiência diferenciada. Então, podemos dizer que o caminho para a inovação no mercado financeiro tem sido a tecnologia para modificar a experiência do consumidor, aliada à necessidade de “ir contra a corrente” de um sistema financeiro impessoal e moroso.

4 cases de inovação do setor financeiro brasileiro

1- Bancos digitais

Um banco digital é um banco que não disponibiliza assistência presencial. Com isso, as solicitações dos usuários dessas instituições devem ser solucionadas de maneira totalmente online. 

Assim, em um banco digital não há fila, nem porta giratória e nem necessidade de sair de casa para resolver a sua vida financeira. Além disso, essas instituições tendem a buscar novas propostas para resolver problemas dos bancos tradicionais, como altas taxas e falta de transparência em seus serviços.

2- Mobile Banking

A Federação Brasileira dos Bancos declarou em 2016, o mobile banking já é o meio mais utilizado para transações bancárias. No mobile banking, você consegue realizar transações e operações bancárias diretamente do seu celular. 

O mobile banking pode ser confundido com a tendência do banco digital, mas a diferença está em não só digitalizar os seus serviços financeiros, como pensar na metodologia do “mobile first” (focar em serviços digitais primeiro no formato mobile e depois no formato desktop). 

Inclusive, não é só o banco que tem investido em serviços móveis. As corretoras de investimento e as fintechs também têm migrado seus serviços para aplicativos mobile

3- Home Broker

Antes do Home Broker ser inventado, o investimento na Bolsa de Valores se dava de maneira totalmente distinta. Era preciso ligar para uma corretora de valores e falar com um assessor de investimentos para que ele realizasse a aplicação para você.

Mas com a invenção do Home Broker, toda essa dinâmica mudou e o acesso à Bolsa de Valores se tornou bem mais simples. O Home Broker é uma plataforma de negociação de ativos que conecta o investidor à Bolsa de Valores e, por meio dele, você consegue investir pela internet de maneira totalmente virtual e rápida.

4- Simuladores para investimentos

A bolsa de valores é um ambiente diferente das modalidades de investimento mais tradicionais por apresentar investimentos com mais riscos. Por isso, o ideal é que existisse uma forma de praticar como investir em um Home Broker antes de arriscar o seu dinheiro de verdade.

Graças à invenção do simulador de investimentos isso já é possível. O simulador de investimento é uma ferramenta online criada para simular o ambiente da Bolsa de Valores, sendo possível enviar ordens de compra e venda de ativos e acompanhar a sua carteira de investimentos, como se você estivesse aplicando dinheiro de verdade, mas sem colocar o seu patrimônio em risco. 

Essas foram algumas das invenções no mercado financeiro que realmente trouxeram impactos para o consumidor. O que achou deste artigo? Compartilhe ele em suas redes sociais para que mais pessoas tenham acesso ao conteúdo!

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