O que é metaverso O que é metaverso

O que é Metaverso e como ele funciona

6 minutos para ler

Recentemente, um terreno virtual – parte do metaverso da Decentraland – foi vendido por US$ 2,4 milhões, cerca de R$ 13,4 milhões na cotação atual. A aquisição, que visa a promoção de eventos de moda digitais, foi considerada a mais valiosa já realizada na plataforma até então.

Como em outros espaços virtuais, a Decentraland é um metaverso que possui a tecnologia do blockchain como premissa para as transações, que ocorrem por meio da MANA, uma criptomoeda baseada no ethereum.

Depois que Mark Zuckerberg declarou que o Facebook mudaria seu nome para Meta, no fim de 2021, o termo metaverso se tornou uma das palavras mais buscadas da internet. De lá para cá, a criptomoeda em questão chegou a acumular uma valorização de 400%.

Fato é: nos últimos tempos, esse universo hiper-realista vem se tornando cada vez mais conhecido e discutido ao redor do mundo. Mas o que é essa tecnologia e como ela funciona na prática? Siga a leitura que vamos te contar!

O que é metaverso?

Ainda que não pareça, ele não está tão distante de você: apesar de estar concentrado no mundo dos videogames, as expectativas para o metaverso giram em torno de sua expansão para as mais diferentes áreas do dia a dia – e isso já está, aos poucos, começando a acontecer.

Com a chegada da pandemia, em 2020, pessoas ao redor do mundo inteiro se viram obrigadas a mudar suas rotinas, evitando aglomerações e interações físicas. Por isso (e também motivadas pelos recentes avanços tecnológicos), grandes empresas começaram a direcionar o seu olhar para o ambiente virtual – e, mais especificamente, para o metaverso.

De forma resumida, metaverso é o nome utilizado para descrever um ambiente virtual imersivo, coletivo e hiper-realista – por meio do qual as pessoas poderão conviver, trabalhar e socializar usando avatares customizados em 3D. Simplificando mais ainda, podemos dizer que ele representa (e representará) uma evolução da nossa internet atual.

Como o metaverso surgiu

Apesar de parecer recente, o termo surgiu, na realidade, na década de 1980 – e veio à público por meio do livro “Snow Crash”, que retratava a possibilidade de acesso a uma realidade paralela. A partir de então, as realidades virtuais começaram a se popularizar por meio dos videogames.

The Sims, de 2000, Second Life, Roblox, Fortnite e Minecraft são alguns exemplos de jogos virtuais construídos nos metaversos, uma vez que possibilitam ao usuário criar, personalizar e gerenciar uma vida inteira para seu avatar.

Daqui para a frente, a expectativa é que os universos virtuais trabalhem com a integração de ferramentas e projetos que já existem. Um exemplo do que estamos falando é o próprio Facebook.

Como o metaverso funciona

O conceito de metaverso se baseia, de certa forma, na funcionalidade dos óculos de realidade virtual – apesar disso, o termo não se refere a nenhum tipo de equipamento específico, pois diz respeito a uma nova forma de interagirmos com o mundo digital.

Não é possível descrever, com detalhes, como será o metaverso da atualidade – uma vez que ele ainda não existe. Fato é: os usuários, com seus próprios avatares, terão a oportunidade de trabalhar, interagir com amigos e colegas de trabalho, viajar, ir a shows e fazer compras, por exemplo – de maneira virtual. As possibilidades são infinitas!

O objetivo é que os universos virtuais possuam também sua própria economia, permitindo aos usuários realizar todo tipo de transação por lá.

Na prática, estar imerso no metaverso nos possibilitará experimentar uma realidade aumentada (VA, na sigla em inglês, que reúne aspectos dos mundos virtual e físico em um mesmo ambiente, como ocorre no jogo Pokémon Go, por exemplo) aliada à realidade virtual (ou VR, na sigla em inglês, que representa um ambiente em 3D que simula o mundo real).

Para que isso ocorra, muito possivelmente os computadores e telas darão lugar a uma experiência tridimensional que permitirá a interação de diferentes pessoas  com informações e objetos variados.

Criptomoedas e o metaverso

Se você investe em criptomoedas, provavelmente já ouviu falar do blockchain, o sistema que permitiu a criação da primeira e mais famosa moeda digital: o bitcoin.

A tecnologia possibilita a troca de informações e a realização de transações virtuais de forma segura e confiável – ou seja, por aí já dá para imaginar que o metaverso suportaria (e muito possivelmente suportará, de fato), todo tipo de transação financeira, permitindo a negociação de criptomoedas, propriedades virtuais, dentre outras infinitas possibilidades.

Expectativas para o futuro do metaverso

Durante a live de apresentação da Meta – que colocou o assunto fortemente em pauta desde 2021 – Mark Zuckerberg afirmou que o metaverso pode fazer parte do nosso dia a dia nos próximos 5 ou 10 anos. No entanto, muitas das tecnologias necessárias para que isso se torne realidade ainda precisam ser desenvolvidas. Ou seja, não é algo que acontecerá em curto prazo. 

Além de jogos como Roblox e Fortnite, ainda não existem projetos consolidados no metaverso que nos permitam trabalhar, interagir e viver diferentes experiências virtuais – é por isso que essa realidade pode parecer muito distante para a maioria de nós.

O que se sabe é que, a curto prazo, o metaverso servirá como um pontapé inicial para nova era da internet, que permitirá uma maior imersão por parte dos usuários (na medida em que mundo físico e virtual estarão cada vez mais interligados).

Além disso, a expectativa é que, com a expansão tecnológica, o metaverso se torne cada vez mais realista e possível. No entanto, para conquistar um público cada vez maior, várias barreiras ainda precisam ser quebradas – como o preço dos equipamentos e óculos virtuais, por exemplo, que ainda são muito pouco acessíveis à população em geral.

E aí, o que achou dessas informações?! Se o assunto te interessa e o conteúdo foi útil para você, deixe um comentário para a gente aqui no blog!

Posts relacionados

Deixe um comentário