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O que é Bitcoin? Conheça a maior criptomoeda do mercado!

8 minutos para ler

Nos últimos anos, o mundo vem vivendo grandes transformações com a digitalização de moedas e novas formas de investimento, como as criptomoedas.

Neste artigo, você vai aprender um pouco mais sobre a moeda propulsora desse movimento de ativos digitais e desvendar de fato o que é o Bitcoin.

Boa Leitura!

O que é Bitcoin?

O Bitcoin é uma forma de dinheiro eletrônico, que chamamos de criptomoeda. Ela surgiu em 2008 e revolucionou o mercado financeiro, pois este tipo de ativo surgiu para solucionar a transferência sem a intermediação de instituições financeiras para realizar as transações.

Na época que o Bitcoin foi lançado, a pouco havia sido anunciada a falência do Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, que foi responsável por uma das piores recessões econômicas da história. 

O criador (ou criadores) do bitcoin, que utiliza o pseudônimo de Satoshi Nakamoto, enviou um e-mail para uma lista de pessoas interessadas em criptografia relatando que vinha trabalhando “em um novo sistema de dinheiro eletrônico totalmente peer-to-peer, sem terceiros confiáveis”. 

Segundo o Bitcoin.org, o conceito de criptomoeda foi descrito pela primeira vez em 1998 pelo engenheiro da computação Wei Dai. O artigo de Wei inclusive é citado por Nakamoto em seu “manual” (white paper).No documento, Nakamoto descreveu resumidamente os fundamentos do Bitcoin e estipulou que o cripto ativo tem oferta finita. No total, apenas 21 milhões de unidades podem ser mineradas até 2140. 

Como funcionam as transações de Bitcoin?

O Bitcoin usa um código complexo, que não pode ser alterado, e todas as transações são protegidas por criptografia. Cada transação é validada por um grupo de pessoas, chamadas de mineradores, por meio de computadores, que gravam estas operações na blockchain, garantindo a segurança de todo o sistema.

Conforme os mineradores validam as operações, eles vão completando cada bloco do sistema (por isso o nome blockchain) possibilita a transparência em todas as transações através de uma de uma contabilidade pública, onde são registradas todas as suas transações processadas desde a criação da moeda. Esse registro público de transações, o blockchain, elimina o problema do gasto duplo ao se tornar o próprio intermediário em uma transação. 

Devido às suas características de moeda, commodity e sistema eletrônico de pagamentos, o Bitcoin não se encaixa nas leis e regulações atuais. Alguns países adotam uma postura neutra, outros uma postura mais cautelosa na definição de uma regulamentação para a nova moeda. 

No Brasil, o Bitcoin é definido como uma moeda virtual ou um ativo financeiro. Em países como Alemanha, Austrália e os Estados Unidos o bitcoin é considerado legal, enquanto outros países como a China, Bangladesh, Bolívia, Islândia, Equador e Quirguistão baniram o seu uso.

A adequação do Bitcoin no atual sistema financeiro é bastante complexa devido ao seu processo singular. Apesar de sua alta rentabilidade atual, as suas características revolucionárias e o fato dela não ser usada em uma quantidade significativa de transações [ainda] não afeta de forma significativa o sistema financeiro e bancário atuais e seus agentes, o que inibe a sua popularização e regulamentação. 

Isso porque, diferente das moedas tradicionais, as moedas digitais não possuem lastro, que economicamente, significa a representação de seu valor através da riqueza de seu país, afinal é uma moeda independente. Por isso, seu valor é definido pelo mercado através da oferta e demanda de seus usuários e do número finito de suas moedas. 

Maiores altas e baixas do Bitcoin

Por ser uma moeda que é precificada pela oferta e demanda, é considerado um investimento de risco, por apresentar uma alta volatilidade.  Ao longo de sua breve história, a criptomoeda registra períodos de alta valorização (bull market) e momentos de quedas drásticas (bear market). 

Por isso, antes de adicionar os cripto ativos em sua carteira de investimentos, é importante saber o seus objetivos a curto, médio e longo prazo e seu perfil investidor para montar uma carteira de investimentos que atenda suas necessidades. 

Confira as principais altas e quedas da moeda ao longo de sua trajetória: 

AnoPreço em 1º de janeiro (dólar)Preço em 31 de dezembro (dólar)Valorização
2009US$ 0US$ 00%
2010US$ 0,1US$ 0,3200%
2011US$ 0,3US$ 4,71466,67%
2012US$ 5,30US$ 13,50154,72%
2013US$ 13,30US$ 8055.952,63%
2014US$ 815,90US$ 318-61,02%
2015US$ 314,90US$ 43036,55%
2016US$ 434US$ 963,40121,98%
2017US$ 995,40US$ 13.850,401291,44%
2018US$ 13.404,90US$ 3.709,40-72,33%
2019US$ 3.809,40US$ 7.196,4088,91%
2020US$ 7.199US$ 28.949302,13%
2021US$ 29.359US$ 46.306124,73%
2022*US$ 47.700US$ 40.563-14,97%

*De 1º de janeiro a 16 de março de 2022.

Entre 2009 e 2010 apenas os fãs do projeto trocavam e participavam de fóruns como um teste. Somente em 22 de maio de 2010, o cripto ativo foi utilizado para aquisição de um bem. O usuário Laszlo Hayneck fez a primeira transação, comprando duas pizzas por 10,000 BTC. E hoje, esta ação é celebrada entre os investidores como  Bitcoin Pizza Day. 

Aos poucos o Bitcoin foi se tornando cada vez mais evidente e em 2011 o Bitcoin viveu um aumento de seu preço para alcançar a paridade com o dólar e o interesse em moedas virtuais começa a se desenvolver.

O ano de 2013 foi altamente dinâmico para o Bitcoin, com uma comunidade engajada e que crescia cada vez mais, o cripto ativo estava destinado a se tornar uma moeda global respeitável, a par de outras moedas e armazenamento de itens de valor, como ouro. 

Porém em 2014, após o encerramento do MT. Gox o preço cai devido a um relatório que o governo chinês publicou com o intuito de censurar o Bitcoin. Neste relatório, era solicitado que os bancos fechassem as contas de todas as casas de câmbio que trabalhavam com o Bitcoin.

Durante 2016 e o ​​início de 2017, o preço subiu acentuadamente, multiplicando-se por 3 devido a eventos políticos globais: Brexit – a saída do reino unido da União Europeia, a eleição de Trump como presidente dos Estados Unidos, a crise no mercado Chinês, à Índia e as suas políticas econômicas, a crise de novos bancos. 

Em dezembro de 2017 é registrado a elevação histórica de 1 BTC de acordo com a Coin Market Cap. As exchanges da Coreia do Sul passaram $21.000 por cada 1 BTC. Foi o boom da criptomoeda, atraindo a atenção de milhões de pessoas em todo o mundo.

No entanto, os preços altos chegaram ao fim e em 2018, o mercado baixista começou a afetar o preço. Pouco mais de um mês após o máximo histórico, perde mais de dois terços do seu valor numa correção de preço extremamente forte. Entre os meses de julho e agosto de 2018  ocorreram grandes flutuações decorrentes em parte das recusas da SEC –  Securities and Exchange Commission) é uma agência independente responsável por proteger e regular o mercado de capitais americano de admitir ETFs de Bitcoin.

A chegada de 2019 manteve os preços baixos, mas estáveis. No entanto, muitos esperaram pela recuperação do Bitcoin. Em 12 de julho de 2019, o Bitcoin alcançou $12.958, que seria o preço mais alto alcançado neste ano. A recuperação dos mercados trouxe os projetos à tona novamente e deu-lhes o impulso econômico necessário para fortalecer novamente.

Porém, em março de 2020, com confinamento global devido a pandemia do Covid-19, o Bitcoin sofreu uma queda drástica para US $3800. No entanto, ao longo do ano o cripto ativo se recupera, quebrando seu antigo ATH de 2017, quando a maioria das bolsas começa a marcar o novo ATH do Bitcoin acima de $20 mil USD.

O ano de 2021 consolidou a penetração das criptomoedas entre o grande público, tendo o Bitcoin como maior expoente do imenso grupo de moedas digitais. Volátil e convivendo com a especulação em tempo real na internet. O bitcoin bateu recorde atingindo os US $68 mil em julho de 2021, mas em janeiro de 2022, a mais famosa criptomoeda foi negociada pela metade do preço, aos US $35 mil.

Neste início de ano, a volatilidade do bitcoin sofre a influência das consequências do conflito entre Rússia e Ucrânia — como a alta das commodities — e da assinatura de um novo decreto pelo governo americano que regulamenta os cripto ativos.

Vale a pena investir em Bitcoin?

 Bem, o Bitcoin surgiu em resposta a um sistema financeiro com altíssimo nível de intervenção estatal, em um contexto de inovação tecnológica propiciado pela era da computação ao substituir o dinheiro tradicional controlado pelo Estado, impactando todo o sistema financeiro internacional. 

O cripto ativo surgiu com a intenção de solucionar problemas históricos de nossa sociedade como: a inflação, os ciclos econômicos, as instituições financeiras falhas e a falta de universalização dos serviços financeiros. 

Apesar da solução inovadora que oferece, é um investimento de alto risco, já que apresenta uma alta volatilidade ao longo dos anos. Mas com certeza, é um ativo que veio para ficar e que influenciará muito nos próximos anos o mercado e as relações econômicas e de investimento. 

De acordo com o seu perfil investidor, você estaria disposto a adicionar a moeda propulsora dos cripto ativos em sua carteira de investimentos?

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