O que é IPO? Saiba como funcionam as ofertas públicas

Tempo de leitura: 5 minutos

O mercado de capitais não atrai só investidores que desejam obter rentabilidades maiores que a oferecida pelos produtos de renda fixa, mas também empresas brasileiras que desejam fazer a sua primeira oferta de ações. Esse “lançamento” na Bolsa de Valores é conhecido como IPO (sigla em inglês de Initial Public Offering).

Quem acompanha frequentemente o noticiário, provavelmente já ouviu falar nessa sigla, mas pode ser que ainda não saiba exatamente do que se trata e nem como o IPO  oferece oportunidades de lucro. Especialistas projetam que a segunda metade de 2019 em diante será promissora para esse tipo de oferta, principalmente com a aprovação da reforma da Previdência Social.

Quer saber mais sobre as ofertas públicas? Continue a leitura!

Como funciona um IPO?

A Oferta Pública Inicial marca a entrada das ações de uma determinada empresa na Bolsa de Valores. Com isso, pode ocorrer uma distribuição primária, secundária ou ainda uma combinação entre as duas. 

Na oferta pública primária, é realizada a emissão de novas ações ou cotas de fundos de investimento. Nessa distribuição, a empresa emite novas ações no mercado. Com isso, os investidores interessados podem adquirir essas ações na Bolsa através das corretoras, tornando-se sócios da empresa.

Já na oferta pública secundária (conhecida também como block trade), ocorre a venda de ações já existentes, geralmente por sócios que desejam vender os seus ativos ou reduzir a sua participação no negócio. Nesse caso, os recursos são destinados aos vendedores e não ao caixa da empresa. 

Registro de companhia aberta no órgão regulador

O processo de IPO começa com um registro de companhia aberta no órgão regulador do mercado de valores que, no Brasil, é a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Após o registro ser aceito, a companhia elabora o “prospecto da oferta”, um documento que esclarece ao investidor questões relativas ao IPO e ao futuro do empreendimento. Desta forma, o investidor terá todos os detalhes do processo, como planos dos administradores, a situação do mercado no qual a empresa está inserida e os riscos. 

Por que uma empresa faz um IPO?

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Porque, por meio do IPO, a empresa consegue ampliar o seu quadro de sócios. Ou seja, há mais gente aportando recursos. Com isso, há mais verba para aplicar, elevando o fluxo de caixa ou fornecendo condições para investir em projetos que permitam o desenvolvimento do negócio.

Essa é uma alternativa que as companhias utilizam para evitar lançar mão dos financiamentos tradicionais, isto é, pedir dinheiro emprestado aos bancos que, por sua vez, cobram juros e garantias elevados. Por isso, o IPO é bastante vantajoso para as empresas. Para se ter uma ideia, em 2009, o Santander conseguiu captar R$ 13,18 bilhões com seu IPO realizado no Brasil. 

As vantagens do IPO para investidores

Até agora você entendeu o que é IPO e pode conhecer os benefícios para as empresas. Mas você deve estar se perguntando: e para os investidores, qual é a vantagem?

A resposta é: o potencial de lucro envolvido. Afinal, é possível comprar uma ação por um preço baixo e esperar que ela se valorize para revendê-la. A entrada de empresas no mercado de capitais possibilita que o investidor tenha mais opções para investir na bolsa, o que permite diversificar suas aplicações e, com isso, as suas possibilidades de ganhos.

No Brasil, o Banco Inter, que abriu capital em abril de 2018 (portanto, bem recentemente), registrou, no acumulado de 2019 até julho, um ganho acumulado de 116% em seus papéis. Para se ter uma ideia, o principal índice de ações da bolsa de valores, o Ibovespa, apresenta valorização de 18%. Outro exemplo desse potencial de valorização é o que ocorreu com empresas como o Google, que surgiram pequenas e logo demonstraram seu grande potencial financeiro.  

Quais os riscos de investir em ofertas públicas?

O investidor deve sempre se lembrar que o mercado de ações apresenta riscos. A oscilação de preços é comum e pode sim ocorrer, inclusive, no primeiro dia de negociação.
As ações são um produto de renda variável, ou seja, que não têm previsibilidade de rendimento nem prazo de vencimento estabelecido no momento da aplicação. Desta forma, é uma aplicação que está sujeita aos riscos de mercado, como oscilação de preços, de desempenho da empresa e de liquidez. Mas, como em todo investimento, o risco é proporcional ao potencial de ganho, o que faz com que, muitas vezes, compense correr tais riscos.

Vale a pena ou não aproveitar um IPO?

Diante do exposto, você pode ter ficado na dúvida se vale ou não a pena aproveitar um IPO para investir. Afinal, como toda operação relacionada à Bolsa, a oferta pública oferece riscos.A boa notícia é que você não precisa abrir mão de investir em um IPO por não ter experiência nesse tipo de aplicação. A Vexter oferece tudo o que você precisa para aproveitar, não só os IPOs, mas diversos tipos de investimento na Bolsa, sem precisar estudar exaustivamente sobre o tema, tampouco investir “na sorte”, correndo o risco de tomar decisões equivocadas.
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