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Como melhorar o planejamento financeiro pessoal de acordo com seus objetivos?

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Qual é o seu maior sonho? E o que você precisa para realizá-lo? independentemente da resposta, ganhar mais dinheiro é um caminho para alcançar boa parte dos nossos objetivos – e nós temos uma notícia para te dar: você não está sozinho nessa.

A maioria de nós tem sonhos que, para serem realizados, demandam recursos financeiros. Porém, para alcançá-los mais facilmente, precisamos nos organizar e evitar as dívidas. Isso é possível por meio do planejamento financeiro pessoal.

O número de brasileiros endividados atualmente (principalmente após a chegada da epidemia do coronavírus) é muito grande – e a falta de organização financeira é um fator de peso nessa equação.  

Além de ajudá-lo a fugir das dívidas, um bom planejamento financeiro irá te auxiliar a poupar dinheiro e a investir seus recursos. Fazer bons investimentos potencializa seus ganhos e te coloca mais perto de seus objetivos – e esse é o grande segredo para quem busca ter sucesso e alcançar a independência financeira.  

Entendeu a importância de realizar (ou melhorar) o planejamento das suas finanças pessoais? Quer saber como isso é possível na prática? Siga a leitura e confira nossas dicas!

Planejamento financeiro pessoal: o que é e sua importância 

Você já sabe: em linhas gerais, planejamento financeiro é o exercício de organização da nossa vida e das nossas finanças, visando quitar dívidas, realizar sonhos e alcançar a independência financeira.

Pode parecer um pouco amplo de início, mas essa é a principal ferramenta para alcançar nossas metas. Um bom planejamento financeiro passa pela identificação da nossa situação atual, pelo entendimento de onde desejamos chegar, e o que precisamos fazer para colocar nossos objetivos em prática de forma estratégica e organizada.

Com o stress e a correria do dia a dia, tudo que queremos é eliminar ao máximo nossas preocupações. Organizar a vida financeira é fundamental para isso – e contribui consideravelmente para a melhoria na nossa qualidade de vida.

Está esperando o que? Anote as dicas abaixo e comece agora mesmo.

5 dicas para montar o seu planejamento financeiro pessoal

Defina seus objetivos

“Se você não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve”. Já ouviu essa frase antes? Um diálogo do célebre filme “Alice no país das maravilhas” entre a personagem principal e um gato é usado para ilustrar como a falta de objetivos pode ser prejudicial. 

Muitas pessoas vivem a “síndrome de Alice” em sua vida financeira: trabalham muito, mas pode ser que não cheguem a lugar nenhum, pois não têm metas bem traçadas. Esse é o problema da falta de objetivo.

Portanto, antes de mais nada, pergunte a si mesmo onde deseja chegar e coloque suas metas no papel. Nossos objetivos podem mudar ao longo do tempo, e não há nada de errado nisso. O importante é ter clareza deles e segurança para mudar a rota quando for necessário.

Trace um caminho para conseguir montar seu planejamento financeiro pessoal

Se você sabe o que quer, trace um caminho para alcançar suas metas com mais facilidade. Se você ainda não sabe, trace mesmo assim! Não é sempre que teremos muita clareza dos nossos próximos passos, e está tudo bem em relação a isso. O importante é não protelar. Comece agora mesmo com o que você já tem, e faça o que você dá conta.

Grandes metas são alcançadas a partir de pequenas conquistas e, para fazer sentido, seu planejamento financeiro pessoal precisa ser eficiente e trabalhar em prol dos seus objetivos.

Classifique seus gastos

Controlar os gastos também faz parte de um bom planejamento financeiro – e é fundamental para alcançarmos grandes objetivos.  Para auxiliá-lo nessa tarefa, separamos os gastos em três grandes grupos: essenciais, necessários e supérfluos. Dessa forma, será mais fácil dividir o que é importante, de fato, e o que pode ser cortado da sua rotina temporariamente.

  • Gastos essenciais

São os custos que você tem para ter o básico para viver. Por isso, eles precisam ser prioridade no planejamento financeiro pessoal.

Os gastos essenciais são, prioritariamente, as despesas com alimentação, moradia e saúde. Dentre elas, estão o aluguel, financiamentos, contas de consumo (como água e luz, por exemplo), supermercado, alimentação diária e medicamentos, por exemplo.

  • Gastos necessários

O que você tem hoje que não consegue ficar sem? As respostas para essa pergunta podem ser várias, mas é importante ter em mente o que é de fato necessário e o que é supérfluo.

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Quer um exemplo? Há alguns anos, ter um celular era considerado luxo. Hoje, tornou-se uma necessidade. Ainda assim, existem modelos de todos os jeitos e para todas as necessidades – com diferentes custos.

Outros exemplos parecidos são os gastos com o carro, a TV por assinatura e a mensalidade da academia. Tudo o que você precisa, mas não é essencial, deve entrar nessa categoria.

  • Gastos supérfluos

Os gastos supérfluos costumam ser os nossos preferidos, mas eles podem ser um perigo para a nossa saúde financeira. Se você realmente deseja alcançar seus objetivos, fique de olhos bem abertos com eles.

Os gastos supérfluos são as despesas que não precisamos ter. É tudo aquilo que não é essencial e tampouco necessário. Se você analisar bem, vai perceber que consegue viver sem eles.

Por exemplo: roupa da última moda, celular de última geração e carro importado. Na hora de montar seu planejamento financeiro pessoal, mantenha o foco em seus objetivos. Se algum gasto precisar ser cortado, os supérfluos devem ser os primeiros (e eles geralmente são os mais difíceis nessa tarefa. Portanto, persista!)

Para ajudá-lo na hora de classificar seus gastos, use o modelo abaixo como exemplo:

Gastos essenciaisGastos necessáriosGastos supérfluos
Aluguel, prestações da casa ou financiamentosInternetCelular de última geração
Contas de água e luzMensalidade da escola, academia ou faculdadeRoupas caras e da moda
Supermercado e alimentaçãoCombustível Saídas durante a semana (ou em todos os fins de semana).
MedicamentosCustos com educaçãoAssinaturas de plataformas de streaming

Depois de classificar seus gastos, é hora de dar os próximos passos: poupar dinheiro e investi-lo – sempre levando em conta o seu perfil de investidor e objetivos pessoais. Quer mais um empurrãozinho? Nós temos um modelo de planilha para auxiliá-lo nesse processo. Baixe-a gratuitamente para otimizar o seu planejamento financeiro pessoal.  

Poupe dinheiro

Poupar dinheiro é uma tarefa muito importante e precisa estar presente em seu dia a dia. São as pequenas economias que, quando somadas, resultam em um valor expressivo.

IMPORTANTE: Não espere sobrar dinheiro para poupar! Afinal, vamos ser sinceros, dinheiro dificilmente sobra, não é mesmo?

O percentual que será poupado precisa fazer parte do seu orçamento mensal e ser levado a sério – como se fosse o pagamento de uma conta de luz, por exemplo.

A dica de George Samuel Clason, autor do livro “O homem mais rico da Babilônia” (obra que fala sobre como aumentar o patrimônio e solucionar problemas financeiros), é que você reserve pelo menos 10% da sua renda para poupar e investir.

Invista seus recursos

É importante investir seus recursos para potencializar ganhos e proteger o capital da inflação. O mundo dos investimentos é muito amplo e oferece uma enorme gama de opções. Com certeza, você encontrará o investimento ideal de acordo com seu perfil e com os seus objetivos (tanto dentro da renda fixa, quanto na renda variável – a famosa Bolsa de Valores). 

Independentemente dos seus objetivos (fazer uma viagem, comprar um carro, trocar de apartamento, pagar a escola e a faculdade dos filhos ou se preparar para a aposentadoria, por exemplo), sempre existirá uma opção de investimento ideal para você – e não é preciso muito para começar.

Quem deseja correr menos riscos pode apostar nos diferentes títulos de renda fixa, como CDBs, Tesouro Direto, letras de crédito e alguns fundos de investimento.

Em busca de maiores retornos (lembrando que, geralmente, quanto maior for a rentabilidade de um papel, maior será seu risco também), o investidor pode optar pelo mercado de ações, pelos BDRs, ETFs e fundos imobiliários, por exemplo.

Fato é: conhecendo nosso perfil de investidor, nossos objetivos e o mercado, temos as ferramentas certas para sermos bem-sucedidos com nossos investimentos. E não importa qual é o seu sonho e quão ousado ele é: com um bom planejamento financeiro, foco e muita disciplina, é possível alcançá-lo.

Comece definindo o que você quer; depois, classifique seus gastos para saber o que pode ser cortado. Se possível, separe um percentual de sua renda para poupar e investir em boas aplicações. Dessa forma, você e seu dinheiro trabalharão juntos em prol dos seus objetivos.

Faz sentido para você? Conte para a gente o que achou dessas dicas deixando um comentário aqui no blog!

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