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Qual investimento rende mais no longo prazo?

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Quer saber qual investimento rende mais? Antes disso, é preciso se atentar que quando falamos em investimento, precisamos ter em mente três variáveis: objetivo, risco e prazo. Isso porque investir em renda variável a longo prazo costuma trazer retornos superiores às opções mais imediatas, uma vez que o investidor assume mais riscos; e, ao mesmo tempo, investimentos em renda fixa, apesar de teoricamente menos rentáveis, tendem a ser mais previsíveis.

Bom, mas e o que isso quer dizer na prática? Cuidar da nossa saúde financeira é tão importante quanto cuidar de outras questões vitais do nosso dia a dia – só assim, é possível entender com clareza onde estamos hoje e onde pretendemos chegar daqui a algum tempo.

Onde investir o dinheiro durante um período maior de tempo, afinal? Qual investimento rende mais? Antes de mais nada, você precisa conhecer seu perfil de investidor e montar um portfólio diversificado. Para isso, selecionamos alguns investimentos (em renda fixa e em renda variável) para facilitar sua jornada. Basta continuar a leitura para saber mais sobre eles!

1. LCIs e LCAs

As LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) são títulos de renda fixa emitidos por instituições bancárias, com a finalidade de financiar o mercado imobiliário e o agronegócio, respectivamente.

Interessantes tanto no curto quanto no longo prazo, as letras de crédito são isentas de Imposto de Renda, o que representa, em linhas gerais, melhores rendimentos.

Elas podem ser prefixadas ou pós-fixadas (sendo a maioria indexada ao CDI – Certificado de Depósitos Interbancários); e também híbridas, ou seja, mesclam uma parte prefixada e outra pós-fixada: nesse caso, é comum que a parte pós-fixada seja atrelada ao IPCA – taxa que mede a inflação brasileira.

2. CDBs

Assim como as letras de crédito, os Certificados de Depósito Bancário (ou CDBs), também são títulos de renda fixa emitidos por instituições bancárias. No entanto, se diferenciam em um ponto: são sujeitos à tributação regressiva do Imposto de Renda.  

Muito comuns na carteira de investidores moderados e conservadores, podem ser pré ou pós-fixados, e, geralmente, estão atrelados ao CDI, trazendo retornos mais atrativos a longo prazo.

3. Tesouro Direto

Garantido pelo Tesouro Nacional, o Tesouro Direto também é bem popular entre investidores que visam o longo prazo. Pessoas físicas podem investir em pelo menos três tipos de Tesouro:

Tesouro Selic: com rendimento atrelado à Selic, é um título pós-fixado, ou seja, não é possível saber com exatidão quanto o investidor receberá de retorno; 

Tesouro Prefixado: como o próprio nome diz, se trata de um título prefixado – o que quer dizer que, ao aplicar, é possível saber exatamente qual será o rendimento ao término do contrato. 

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Tesouro IPCA+: é um título híbrido, metade prefixado e metade pós-fixado, atrelado ao IPCA. É uma boa opção a longo prazo, desde que o investidor respeite o prazo de vigência do investimento.

4. Debêntures

As debêntures também se enquadram nos investimentos de renda fixa, podendo ser prefixadas, pós-fixadas e híbridas. Emitidos por empresas, esses títulos estão entre as opções para quem deseja obter bons retornos a longo prazo.

Vale lembrar, no entanto, que rentabilidade e risco geralmente andam na mesma direção: quanto mais rentável for um papel, mais atenção o investidor deverá ter aos riscos envolvidos na operação. Por isso, é sempre importante analisar a solidez da empresa emissora daquele papel.

5. Ações

Chegamos, agora, aos investimentos negociados na B3, nossa Bolsa de Valores. Ao contrário dos exemplos anteriores, ações são investimentos em renda variável, ou seja, envolvem riscos mais consideráveis que investimentos em renda fixa.

A boa notícia é que, mesmo com a volatilidade do mercado, os riscos dessas operações em longo prazo são diluídos. Outro ponto interessante: não há incidência de Imposto de Renda se a soma das vendas não ultrapassarem R$ 20 mil mensais.

Para se ter uma ideia, um levantamento feito no final de 2020, a pedido da InfoMoney, mostra que papéis de pelo menos oito companhias – Cemig, Ambev, Vivo, Itaú, Alfa Invest, Itaúsa, Lojas Americanas e Vale – subiram mais de 5.000% desde a década de 80, quando os dados começaram a ser compilados.

6. Fundos de investimento

Eles podem ser imobiliários, multimercado e de Previdência, por exemplo, e são negociados na Bolsa de Valores. Em linhas gerais, cada investidor adquire uma cota do patrimônio total do fundo e, por consequência, recebe os rendimentos proporcionais ao valor investido.

É importante analisar a estratégia do fundo de investimento antes de começar a investir porque eles geralmente são compostos por renda fixa e variável – em quantidades bastante diversas. Além disso, não são todos que possuem boa liquidez, ou seja, são realmente ideais no longo prazo.

No entanto, esse tipo de investimento possibilita ao gestor do fundo procurar boas oportunidades de ganho, trazendo diversificação de papéis e ativos para os cotistas – seja em condições de mercado, seja no setor imobiliário, por exemplo – o que o torna atrativo do ponto de vista rentabilidade x diluição de riscos.

7. BDRs

Possivelmente, você já ouviu falar deles. Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são ativos estrangeiros negociados dentro da própria B3 – e estão bastante em alta, uma vez que se tornaram acessíveis a todos os investidores desde o final do ano passado (anteriormente, os BDRs eram restritos a investidores qualificados).

Gigantes como Amazon, Apple, Citigroup, Disney, Microsoft e Tesla estão dentre as companhias estrangeiras que comercializam esses papéis dentro da nossa Bolsa de Valores. Na prática, o investidor adquire, na B3, títulos representativos de ações estrangeiras, que estão sob a custódia de uma instituição financeira atuante no Brasil.

E qual investimento rende mais?

Não há uma resposta exata para essa pergunta – até porque, como vimos, tudo no mundo dos investimentos dependerá da associação de pelo menos 3 variáveis: objetivo, risco e prazo. Ou seja, elas são individuais para cada investidor e, infelizmente, não há uma receita de bolo para chegar na equação ideal. No entanto, temos condições de traçar boas estratégias de investimento para determinar qual investimento rende mais – sempre de acordo com as nossas

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