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Diferenças entre renda fixa e renda variável

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Com a recente alta das taxas de juros, que chegou a 6,25% ao ano, os investimentos em renda fixa voltaram a cair no gosto dos investidores – dividindo um espaço no mercado que, até pouco tempo atrás, estava praticamente dominado pela renda variável.

Com as constantes e naturais oscilações do mercado financeiro, se torna fundamental conhecer bem os produtos financeiros disponíveis e o que eles oferecem de ganho antes de começar a investir para valer. Dependendo do seu perfil, pode ser mais interessante a renda fixa ou a renda variável – ou, mesmo, ambas. O que importa saber é: com as informações certas, a sua estratégia poderá ser traçada com facilidade.

Antes de mais nada, é preciso entender que a principal diferença entre renda fixa e variável é que, na primeira, os investimentos funcionam como um empréstimo com previsibilidade de lucro (que está ligado à taxa de juros e à variação de um indicador específico). Na segunda, adquire-se um ativo sem haver rentabilidade fixa. 

Mas, na prática, o que isso representa? Siga a leitura que vamos te explicar melhor! 

Renda fixa

Caracterizados pela rentabilidade previsível e prazos de vencimento determinados, os investimentos em renda fixa são mais indicados para investidores conservadores, ou seja, que toleram menos riscos.

Ao investir em produtos de renda fixa, você empresta seu dinheiro a uma instituição, geralmente um banco ou o governo e, após um determinado período, essas instituições devolvem o capital aplicado corrigido de juros.

Muito provavelmente, você já ouviu falar de alguns deles. Conheça os quatro principais investimentos dessa modalidade logo abaixo:

Tesouro Direto

Bastante acessível, o programa do Tesouro Nacional é um dos mais procurados pelos investidores: é possível, por exemplo, comprar um título por apenas R$30. Esses papéis são emitidos pelo governo federal para levantar recursos para uma determinada atividade. Em troca, o comprador (investidor) é remunerado em cima das taxas de juros.

Existem dois tipos de títulos do Tesouro Direto: os prefixados – que, como o próprio nome sugere, possuem rentabilidade fixa até a data de vencimento; e os pós-fixados, cuja correção é feita pela taxa básica de juros da economia (Selic) ou pela inflação (IPCA).

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Os Certificados de Depósito Bancário são títulos emitidos pelas instituições financeiras; isso quer dizer que, quem investe em um produto dessa modalidade, está emprestando dinheiro a um banco para que ele capte recursos – como ocorre, de forma semelhante, com o Tesouro Direto. A remuneração do CDB costuma ser de 90% do CDI, mas é possível obter retornos melhores, próximos a 120%.

Nota: o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é uma maneira de os bancos fazerem empréstimos entre si. A taxa DI, ou CDI, é a média dos juros praticados nesses empréstimos, que servirá para balizar os rendimentos de outros produtos, como o CDB, no caso.   

Letras de Crédito

Assim como os CDBs, são títulos emitidos por bancos – e possuem dois tipos: as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). O que os diferencia dos Certificados de Depósito Bancário é que esses produtos contam com isenção de Imposto de Renda, o que os torna bem atrativos.

Para o investidor, escolher um ou outro – LCI ou LCA – vai depender de seu potencial de retorno. Mas, para o emissor, o dinheiro emprestado será direcionado para as respectivas áreas (setor imobiliário ou do agronegócio).

Debêntures

As debêntures são títulos emitidos por empresas com o mesmo objetivo dos produtos anteriores: financiar projetos. Esses títulos representam uma alternativa aos empréstimos tradicionais, nos quais grandes bancos costumam cobrar altos custos.

Nesse caso, a empresa vende uma dívida sua e o comprador deste investimento, portanto, vira um credor. Assim, o investidor recebe juros fixos ou variáveis, estabelecidos pela companhia no vencimento do prazo do título.

Renda variável

Como o próprio nome sugere, quando o assunto é renda variável, o retorno dos investimentos não é previsível. Por isso, não é possível saber, no momento da aplicação, qual será o ganho futuro exato.

Diferente do que acontece na renda fixa, na qual o investidor tem conhecimento da rentabilidade do produto, na renda variável, o que determina se haverá retorno ou perda ao investidor são alguns fatores do mercado – como decisões políticas, econômicas, e até mesmo o calendário externo. 

Vale ressaltar, no entanto, que apesar das maiores possibilidades de lucro, os produtos de renda variável também apresentam mais riscos.

Essa relação se chama relação risco-retorno: quanto maior o risco, maior o retorno que o investimento pode oferecer. Ainda assim, há maneiras de minimizar os riscos para ter mais confiança no seu investimento, como falaremos adiante.

Conheça os investimentos mais comuns em renda variável:

Mercado de Ações

O Mercado de Ações é o mais conhecido entre os investidores e também o maior da Bolsa de Valores. Podemos dizer que ações representam fatias de uma companhia – é por isso que, ao comprar esses ativos, o investidor se torna sócio daquele negócio.

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Há diferentes formas de ganhar dinheiro com ações. O investidor pode receber proventos, que é como se chama a distribuição dos lucros da empresa – ou pode obter ganhos a partir da compra e venda desse papel. A rentabilidade, aqui, está atrelada à flutuação do preço dessa ação no mercado (em um determinado período de tempo).

Mercado de Opções

Também parte da Bolsa de Valores, o Mercado de Opções compreende contratos que dão o direito de compra (call) ou venda (put) sobre um ativo – que podem ser ações, câmbio e commodities, por exemplo.

Para entender esse mercado, podemos pensar em um seguro de automóvel: você faz um contrato de um determinado valor e, se houver um roubo ou bater o carro, tem direito a acionar o serviço.

Para ter acesso a esse benefício, você precisa pagar uma franquia. Se o valor da franquia for superior ao valor para consertar o carro, é provável que você faça o conserto à parte – do contrário, você faz pela seguradora. Ou seja, você escolhe se quer usá-lo ou não. 

O mesmo funciona no Mercado de Opções: o investidor tem o direito de adquirir um ativo porque espera que o valor dele irá subir no futuro (ou o contrário), e o vendedor terá a obrigação de vendê-lo para ele pelo preço previamente estipulado no contrato. Contudo, o comprador precisa pagar um prêmio para ter esse direito, assim como funciona com a franquia do carro.

Fundos Imobiliários (FIIs)

Já pensou na possibilidade de poder investir em imóveis sem precisar, necessariamente, adquiri-los? Por meio dos Fundos Imobiliários, os investidores podem contar com essa possibilidade. Isso porque, nessa modalidade, várias pessoas se reúnem para aplicar recursos, conjuntamente, no mercado imobiliário.  

O dinheiro arrecadado é gerido por um especialista e, então, direcionado à construção e ou aquisição de imóveis, que depois podem ser locados ou arrendados. Os ganhos obtidos são repartidos entre os integrantes do fundo (respeitando a proporção aplicada por cada investidor).

Apesar de não poder exercer direitos sobre os empreendimentos (como ocorre no caso de quem é proprietário de um imóvel), os investidores também não respondem por obrigações relacionadas a eles – como manutenção, aluguel, etc.

BDRs

Os Brazilian Depositary Receipts (ou apenas BDRs) são certificados que representam ações emitidas por empresas estrangeiras. Mas se engana quem pensa que, para investir nessa modalidade, é preciso sair do país ou abrir uma conta no exterior.

Apesar de lastrear ações de empresas sediadas fora do Brasil, os BDRs são negociados dentro da nossa própria Bolsa de Valores, a B3. Dessa forma, o investidor não compra diretamente as ações – mas, sim, títulos que representam essas ações.

Para que esse processo ocorra, uma instituição financeira no exterior precisa atuar como custodiante, assegurando a guarda desses papéis; enquanto uma instituição financeira no Brasil, chamada de depositária, fica responsável pela emissão dos BDRs dentro do país.

ETFs

Assim como os Fundos Imobiliários e os BDRs, que citamos acima, os ETFs – Exchange Traded Funds – vêm ganhando cada vez mais espaço na nossa Bolsa de Valores. Até alguns anos atrás, eles eram muito conhecidos apenas no exterior.

Os ETFs funcionam de maneira semelhante aos Fundos Imobiliários, uma vez que representam uma espécie de condomínio – por meio do qual investidores investem seus recursos em conjunto – no entanto, possuem algumas particularidades.

Também conhecidos por fundos de índices, esses ativos são atrelados a um índice de referência. Dessa forma, o gestor do fundo ajusta a composição do ETF de forma que ela acompanhe o indicador a que está relacionado – por isso, adquire as mesmas ações que compõem a carteira daquele índice.

O desempenho das cotas de ETF, portanto, oscila de acordo com a performance, na Bolsa de Valores, dos papéis que o compõem.

A importância de diversificar seus investimentos

Agora que você já conhece os principais produtos de renda fixa e renda variável, precisa entender que, independentemente do seu perfil de investidor, não é recomendável direcionar todos os seus recursos a apenas uma dessas modalidades. É como diz a máxima: “não coloque todos os ovos na mesma cesta”.

Portanto, quanto mais diversificada for a sua carteira, menores são os riscos aos quais o seu dinheiro está sujeito. Afinal, como renda fixa e variável apresentam comportamentos diferentes em relação a diversos fatores econômicos e de mercado, usar ambos para compor a sua carteira pode potencializar os seus ganhos.

Como começar a investir na prática

Você não precisa tomar as decisões sozinho. É isso mesmo: como sabemos, investir em renda variável demanda mais conhecimento do mercado financeiro, mas, atualmente, há diversas ferramentas que podem te ajudar a colocar a mão na massa sem que seja necessário, de início, colocar o seu dinheiro em jogo.

Uma ótima estratégia para isso é treinar nos simuladores de investimentos da Bolsa de Valores – plataformas que permitem ao investidor operar de forma muito semelhante à realidade.

O primeiro passo dessa jornada você já deu, que é entender a teoria e buscar conhecimento. Agora, é hora de treinar suas habilidades no mercado financeiro (sem arriscar seu dinheiro de verdade).

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