renda fixa e renda variável

Diferenças entre renda fixa e renda variável

Na hora de investir, é importante que você conheça as opções disponíveis e o que elas oferecem de ganho, antes de definir qual será o produto financeiro escolhido. Dependendo do seu perfil, pode ser mais interessante a renda fixa ou a renda variável (ou até por ambas, conforme explicaremos adiante). Você pode achar que essa é uma tarefa difícil, mas com as informações certas, a sua estratégia poderá ser traçada com facilidade.

Antes de mais nada, é preciso entender que a principal diferença entre renda fixa e variável é que, na primeira, os investimentos funcionam como um empréstimo com previsibilidade de lucro (que está ligado a juros e à variação de um indicador específico). Na segunda, adquire-se um ativo sem haver rentabilidade fixa.  

Como funciona a renda fixa e variável? Entenda melhor sobre o assunto e recebe dicas de como direcionar melhor o seu dinheiro. Vamos lá!

Renda fixa

Os investimentos em renda fixa são mais indicados para os investidores conservadores, ou seja, que toleram menos riscos. Por isso, eles buscam produtos com rentabilidade previsível e prazo de vencimento determinado.  

Ao investir em produtos de renda fixa, você empresta seu dinheiro a uma instituição, geralmente um banco ou o governo (no caso do Tesouro Direto). Após um determinado período, essas instituições devolvem o  dinheiro aplicado corrigido de juros.

Investimentos mais comuns em renda fixa

Tesouro Direto

O programa do Tesouro Nacional é um dos mais procurados, por ser bastante acessível: é possível comprar um título por apenas R$31. Esses papéis são emitidos pelo governo federal para conseguir recursos para uma determinada atividade. Em troca, o comprador é remunerado em cima de taxas de juros.

Existem dois tipos de títulos do Tesouro Direto: os prefixados, que como o próprio nome sugere, possui uma rentabilidade fixa até a data de vencimento do título; e os pós-fixados, cuja correção é feita pela taxa básica de juros da economia (Selic) ou a pela inflação (IPCA).

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Este é um título emitido pelas instituições financeiras. Quem investe em CDB empresta dinheiro a um banco para que ele capte recursos. A remuneração do CDB costuma ser de 90% do CDI, mas é possível obter retornos melhores, próximos a 120%.

Nota: o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é uma maneira dos bancos fazerem empréstimos entre si. A taxa DI, ou CDI, é a média dos juros praticados nesses empréstimos, que servirá para balizar os rendimentos de outros produtos, como o CDB.   

Letras de Crédito

São títulos emitidos por bancos e possuem dois tipos, a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Eles funcionam de forma parecida com os CDBs, mas contam com isenção de Imposto de Renda, o que os torna bem atrativos.

Para o investidor, escolher um ou outro vai depender de seu potencial de retorno. Mas, para o emissor, o dinheiro emprestado será direcionado para as respectivas áreas (imobiliário ou agronegócio).

Debêntures

São títulos emitidos por empresas, para que elas possam financiar projetos. Os debêntures representam uma alternativa aos empréstimos tradicionais, nos quais grandes bancos costumam cobrar custos altos.

Nos debêntures, é como se a empresa vendesse uma dívida e o comprador desse investimento, portanto, virasse um credor. Assim, o investidor recebe juros fixos ou variáveis, estabelecidos pela companhia no vencimento do prazo desse título.

Renda variável

Como o próprio nome sugere, na renda variável o retorno dos investimentos varia. Por isso, não é possível saber qual será o ganho exato no momento da aplicação.

Diferente no que acontece na renda fixa, na qual você tem certeza da rentabilidade, o que determina se haverá retorno ou perda na renda variável são alguns fatores do mercado. Está se perguntando quais seriam esses fatores? Vamos dar um exemplo abordando o cenário atual: 

A aprovação da reforma da Previdência faz com que os investidores de ações se sintam mais confiantes em continuar atuando na Bolsa de Valores. Isso porque o mercado interpreta que, com essa mudança, o governo terá mais dinheiro para investir e, assim, fortalecer a economia, o que significa mais emprego, mais poder de consumo e mais lucros para empresas. Esse cenário reflete, por sua vez, na valorização dos papéis dessas companhias na Bolsa.

Risco vs. Rentabilidade

Os produtos de renda variável apresentam mais riscos. Porém, também apresentam uma possibilidade maior de lucro.

Essa relação se chama relação risco-retorno: quanto maior o risco, maior o retorno que o investimento pode oferecer. Ainda assim, há maneiras de minimizar os riscos para ter mais confiança no seu investimento, como falaremos adiante.

Investimentos mais comuns em renda variável 

Mercado de Ações

São títulos emitidos por empresas. Uma ação é a menor fatia de uma companhia. Por isso, ao comprar ações, o investidor se torna sócio do negócio.

Há diferentes formas de ganhar dinheiro com ações. O investidor pode receber proventos, que é como se chama a distribuição dos lucros da empresa, ou pode obter ganho com a venda desse papel. O lucro vai depender da flutuação do preço dessa ação em um determinado período.

O custo de uma ação não precisa ser alto. Uma ação do Itaú, por exemplo, pode ser adquirida por R$ 34 (valor aferido em agosto de 2019). 

Mercado Futuro

É onde os investidores compram o direito de negociar um ativo no futuro. Esse tipo de investimento é conhecido como derivativo, ou seja, o retorno ao operar nesse mercado está relacionado à variação de preço de outros ativos (câmbio, índices ou commodities). 

O mercado futuro serve como uma proteção contra mudanças bruscas nos preços de um ativo e pode ser um mercado interessante para os produtores das commodities também, como um produtor de milho, por exemplo. Afinal, a variação de preço da safra pode oscilar de acordo com mudanças climáticas, o que é um risco alto para todos os envolvidos que dependem daquela mercadoria.  No mercado futuro, ele negocia essa venda antes do fechamento da safra, para se proteger de possíveis intempéries.

Mercado de Opções

Semelhante ao mercado futuro, as opções são contratos que dão o direito de compra (call) ou venda (put) sobre um ativo, que pode ser ações, câmbio e commodities. Também são um ótimo tipo de investimento para proteger outras aplicações de renda variável.

Para entender o mercado de opções é só pensar em um seguro de automóvel. No seguro, você faz um contrato de um determinado valor e, se houver um roubo ou bater o carro, você pode acionar “o seguro”.

Para ter acesso a esse benefício, você tem que pagar a franquia. Se o valor da franquia for superior ao valor para consertar o carro, é provável que fará o conserto à parte, mas do contrário, você faz pela seguradora. Ou seja, você escolhe se quer usá-lo ou não. 

Direito de adquirir o ativo

O mercado de opções possui uma lógica parecida com a que acabamos de apresentar, em que o comprador quer ter o direito de adquirir um ativo porque espera que o valor dele irá subir no futuro (ou o contrário) e o vendedor terá a obrigação de vender o ativo para ele pelo preço previamente estipulado. Contudo, o comprador precisa pagar um prêmio para ter esse direito, assim como funciona com a franquia do carro.

Vamos a um exemplo. Se você espera que uma ação, que hoje está custando R$25, vai se valorizar daqui a uns meses, você pode comprar uma opção pelo prêmio de R$3 para ter o direito de negociá-la no futuro. Caso essa ação chegue a R$30, você pode exercer o seu direito de compra a R$25 para obter R$2 de lucro por papel (com desconto dos R$3 usados para o investimento).

A importância de diversificar seus investimentos

Agora que você conheceu exemplos de produtos de renda fixa e de renda variável, precisa entender que, independente do seu perfil de investidor, não é recomendável direcionar todos os seus recursos a apenas uma dessas modalidades. É como diz a máxima “não coloque todos os ovos na mesma cesta”.

Portanto, quanto mais diversificada a sua carteira, maior o potencial de ganho e menor o potencial de risco. Afinal, como renda fixa e variável apresentam comportamentos diferentes em relação aos cenários econômicos doméstico e internacional, usar ambos em sua carteira diminui os riscos de mercado.

Ficou interessado em obter ganhos superiores com a renda variável? Se você ainda está com receio por não entender a fundo como funciona esse tipo de investimento, fique tranquilo.

Você não precisa tomar as decisões sozinho

Sim, investir em renda variável demanda mais conhecimento do mercado financeiro, mas atualmente, há diversas ferramentas que podem te ajudar a aplicar em produtos de renda variável, sem ter que gastar horas e horas de estudo tentando entender onde é melhor aplicar. Você pode, inclusive, contar com a ajuda de analistas de investimentos para isso.

A Vexter pode te conduzir nessa jornada, fazendo o “trabalho pesado” para você, analisando o mercado e enviando as melhores oportunidades de investimento. Além disso, a nossa plataforma conta com um simulador de investimentos online, por meio do qual é possível operar na bolsa de valores de forma muito próxima à realidade, mas sem arriscar seu dinheiro de verdade.

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