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Rendimento da poupança em 2021: conheça as previsões

7 minutos para ler

Para um grande número de brasileiros, colocar o dinheiro na poupança e deixá-lo lá rendendo ainda parece ser uma boa opção – de acordo com o último estudo da B3. Mas, na realidade, ainda que a caderneta traga algum rendimento, ela não é considerada nem mesmo um tipo de investimento para alguns economistas.

Isso porque, como a inflação anda muito mais alta do que a Selic – taxa básica de juros da economia brasileira – o rendimento da poupança não acompanha os preços praticados no mercado, o que faz com que haja uma perda no poder de compra do investidor.

Em 2020, com a inflação a 4,52%, a remuneração da caderneta foi de apenas 2,11% para o investidor, o que representa o pior cenário de rendimento da poupança nos últimos 18 anos. Para 2021, até agora, as perspectivas não são muito diferentes.

Quer saber mais sobre a poupança e como ela funciona na prática? Siga a leitura que vamos te explicar!

Rentabilidade da poupança em 2020

Super popular entre os brasileiros e, geralmente, porta de entrada para o mundo dos investimentos, a poupança ainda é a primeira escolha de muitas pessoas quando o assunto é fazer o dinheiro render, ainda que seus retornos estejam cada vez menores. Inclusive, temos um post comentando o famoso questionamento de quanto rende um milhão na poupança.

Bem abaixo da previsão da inflação – que representa o aumento generalizado dos preços de produtos, bens e serviços no mercado – a rentabilidade da poupança foi de 4,34% no ano passado – mas, tendo em vista o IPCA, rendeu apenas 2,11% para o investidor.

 Na tabela abaixo, você confere o histórico de rendimento da poupança ao longo de 2020:

2020
MêsRendimento mensalInflação
Dezembro0,11%1,35%
Novembro0,11%0,89%
Outubro0,11%0,86%
Setembro0,11%0,64%
Agosto0,11%0,24%
Julho0,13%0,36%
Junho0,13%0,26%
Maio0,21%-0,38%
Abril0,21%-0,31%
Março0,21%0,07%
Fevereiro0,24%0,25%
Janeiro0,24%0,21%

Perspectivas para 2021

Em 2020, a taxa básica de juros da nossa economia caiu bastante, o que fez com que o rendimento da poupança ficasse em 2,11%, como vimos anteriormente. Se a Selic permanecer baixa em 2021, portanto, teremos um cenário parecido com o do ano passado.

É importante lembrar que a taxa Selic é definida pelo Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central – a cada 45 dias, e, atualmente, permanece a mesma desde agosto de 2020. Logo mais, veremos com mais detalhes como o rendimento da caderneta é calculado.

Até o momento, temos apenas o rendimento de janeiro/21 divulgado:  

2021
MêsRendimento mensalInflação
Janeiro0,12%0,25%

Como funciona o rendimento da poupança

Antes de mais nada, vale lembrar que o rendimento da poupança é igual em qualquer instituição financeira, uma vez que as regras de cálculo são definidas pelo governo federal.

Em linhas gerais, quanto menor a taxa Selic e maior a inflação do país, menos o dinheiro renderá na poupança, afinal, com um aumento no preço dos bens e serviços, haverá uma perda no poder de compra do investidor a médio prazo.

A maior vantagem da poupança está na liquidez diária – já que o dinheiro pode ser sacado a qualquer momento. Mas o investidor deve estar atento à data de aniversário da poupança: caso resgate seu dinheiro antes do aniversário mensal de sua aplicação, não terá direito aos rendimentos acumulados.

Atualmente, existem dois padrões de cálculo de rentabilidade da caderneta. Veja só:

1- Poupança antiga

Depósitos realizados antes de 4 de maio de 2012 rendem 5% ao mês + a TR (taxa referencial de juros). Vale lembrar que, como a TR está atualmente zerada, o retorno da poupança antiga ao investidor é de 6,16% ao ano.

2- Poupança nova

Com a nova regra do governo federal, que começou a valer para os depósitos feitos depois de maio de 2012, a caderneta passou a render 70% da taxa Selic (desde que ela esteja abaixo de 8,5% ao ano). Se a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, vale a regra antiga: 0,5% ao mês + a TR.

Investimentos em renda fixa que rendem mais que a poupança

Para quem está em busca de boa rentabilidade, a caderneta de poupança não é, de fato, a melhor opção no cenário atual. No entanto, existem diversas possibilidades de investimento para os mais diferentes perfis de investidor.

Em geral, a regra que vale para o mercado financeiro é a seguinte: quanto maior a rentabilidade, maiores são os riscos envolvidos nas operações – e vice-versa. Se você é um investidor que preza pela segurança dos seus investimentos, a renda fixa pode ser ideal para você. Se você se enquadra em um perfil arrojado e tende a se arriscar mais em prol de melhores rentabilidades, vale diversificar sua carteira com produtos de renda variável.

Veja algumas opções:

1- Renda Fixa

  • Tesouro Direto: emitidos pelo governo federal, os títulos do Tesouro Direto (que podem ser prefixados ou pós-fixados) são bastante acessíveis e rendem em cima da taxa de juros da economia.
  • CDBs (Certificados de Depósito Bancário): ao contrário do Tesouro Direto, emitido pelo governo federal, os CDBs são emitidos por instituições financeiras com o objetivo de captar recursos. Esses títulos rendem em cima da taxa DI, ou CDI – que também acompanha a Selic.
  • Letras de Crédito (LCI e/ou LCA): parecidos com os CDBs (no entanto, com isenção de Imposto de Renda), as Letras de Crédito são títulos que direcionam os recursos do investidor para o setor imobiliário ou do agronegócio.

2- Renda Variável

  • Ações: ao comprar uma ação, o investidor adquire cotas de companhias listadas na B3, passando a se tornar, então, sócio delas. Além de contar com a possibilidade de lucrar com a valorização dos papéis, o investidor participa, também, da distribuição de lucros da empresa.
  • Fundos Imobiliários: por meio dos Fundos Imobiliários (FIIs), o investidor adquire cotas de imóveis, ao contrário do que ocorre com as ações – que são partes de empresas.  Os FIIs funcionam como um condomínio, no qual vários investidores se unem para adquirir parcelas de um empreendimento imobiliário.
  • ETFs: cada vez mais comuns e acessíveis no Brasil – e porta de entrada para muitos investidores que desejam investir na Bolsa de Valores – os ETFs (Exchange traded funds) funcionam como os FIIs, com a diferença de que lastreiam índices da B3, a exemplo do IBOV (Bovespa).

E não é só isso! A nossa Bolsa de Valores possui outros mercados também além do de ações, como o mercado futuro e o mercado de opções. Existem muitas possibilidades de investimentos rentáveis para todos os tipos de investidores – basta conhecer bem o seu perfil e traçar seus objetivos para descobrir quais são os melhores para você.

Apesar de parecer uma boa ideia, investir na poupança pode não ser nem um pouco atrativo do ponto de vista da rentabilidade – por isso, aproveite o cenário atual para investir seu dinheiro de verdade! 

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