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5 tipos de investimentos financeiros em renda variável

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Mesmo em meio à crise que o mundo está enfrentando com a pandemia do coronavírus, o número de pessoas físicas investindo na B3 bateu a marca de 2,24 milhões em março de 2020. Se mais brasileiros tivessem acesso à educação financeira, certamente esse número seria maior.

Mas vale lembrar que o mercado financeiro não se resume apenas à Bolsa de Valores: por ser um ambiente no qual ocorrem operações de compra e venda de ativos – como mercadorias, moedas e valores mobiliários – contempla um universo de possibilidades para os mais diferentes tipos de investidores.

Se o seu objetivo é perseguir em uma maior rentabilidade, esse artigo é para você. Continue a leitura e fique por dentro dos principais tipos de investimentos financeiros em renda variável!

Principais tipos de investimentos financeiros no Brasil

Aumentar a renda, criar uma reserva de emergência, fazer uma viagem, comprar um apartamento, planejar a aposentadoria, multiplicar seu patrimônio. Diversas são as razões que levam as pessoas a investir e, na mesma proporção, diversos são os tipos de investimento financeiros disponíveis no mercado.

Muitas dúvidas podem surgir para quem está começando a investir em meio a tantas possibilidades, certo? Naturalmente, sim. Mas há um caminho que pode (e deve!) ser seguido pelos investidores para minimizar riscos e incertezas: conhecer bem o mercado e os tipos de investimentos financeiros existentes, organizar prioridades, diversificar a carteira e persistir.

Antes de mais nada, vamos separar renda fixa de renda variável. Quem está buscando boa previsibilidade de retorno, mais segurança e tem algum tipo de aversão ao risco, investe seus recursos (ou a maior parte deles) na primeira categoria, em renda fixa.

Existem dois tipos de investimento dentro desse grupo: os títulos prefixados, que possuem remuneração fixa, definida do momento da compra do ativo; e os pós-fixados, que se baseiam em índices como o CDI, o IPCA e a Selic.

Os principais investimentos em renda fixa incluem os CDBs e as Letras de Crédito (títulos emitidos por bancos), o Tesouro Direto (emitido pelo Governo) e as Letras de Câmbio (expedidas pelas financeiras).

Para o investidor que está em busca de maior rentabilidade, a renda variável surge como uma ótima alternativa. No entanto, alguns aspectos devem ser levados em consideração, como a imprevisibilidade do mercado e a ampliação dos riscos envolvidos nas negociações. Se esse é o seu caso, basta conferir o próximo tópico!

5 tipos de investimentos financeiros em renda variável

1-    Mercado de Ações

Um dos investimentos financeiros mais conhecidos em renda variável, o Mercado de Ações está dentro da Bolsa de Valores e, muitas vezes, acaba sendo confundido com ela – apesar de compreender apenas uma parte da B3.

Quem investe em ações visa obter lucros de duas formas principais: a partir da distribuição dos dividendos da empresa aos acionistas, e também por meio da valorização dos ativos no mercado. Nos dois casos, são as corretoras que intermediam as negociações.

2-    Mercado de Opções

Nesse mercado, o preço dos produtos financeiros advêm de outros ativos e, justamente por esse motivo, podem ser chamados de derivativos. Um exemplo são as opções de câmbio – regidas pelas variações do dólar.

Por meio dos contratos de compra e venda, os investidores podem negociar os ativos em um momento futuro a partir de um valor determinado no presente. Nesse caso, o que influenciará os investimentos é a lei da oferta e da procura, o que quer dizer que, se muito comprado, um determinado ativo geralmente se valorizará. Vale lembrar que a regra é a mesma para a situação oposta.

3-    Fundos de ações

Seguindo índices como o Bovespa, os fundos de ações possibilitam aos investidores compartilharem recursos em um mesmo ambiente, diluindo, assim, os riscos das operações. Os resultados são divididos, pelo gestor do fundo, de forma proporcional aos valores investidos.

Também intermediado pelas corretoras, esse tipo de investimento dá a oportunidade de se adquirir frações de diversas empresas ao mesmo tempo de forma mais simples.

4-    Fundos Imobiliários

Apesar de seguirem a mesma lógica dos fundos de ações, os fundos imobiliários são responsáveis por injetar o capital dos investidores em imóveis construídos ou ainda em construção, ou no seu financiamento.

Por meio da aquisição de cotas, quem investe nesse mercado tem a possibilidade de lucrar com a valorização dos imóveis sem precisar desembolsar o valor total do empreendimento.

5- Fundos Multimercado

Também intermediada pelas corretoras, essa modalidade combina renda fixa e variável, uma vez que engloba os mais variados ativos em um mesmo fundo: derivativos, moedas, CDBs, títulos públicos e ações.

Os fundos multimercados são bastante versáteis e, por isso, demandam mais conhecimento do investidor sobre o mercado, afinal, os objetivos e expectativas devem estar sempre alinhados às estratégias adotadas para operar.

Como escolher o investimento mais adequado para o seu perfil

À primeira vista, tantas opções podem trazer insegurança para um investidor que acabou de iniciar sua jornada no mercado financeiro.

Acontece que a resposta para essa questão não está em outro lugar se não dentro de você. Pode parecer clichê, mas é isso mesmo: se você tiver os seus objetivos bem traçados, conhecimento sobre o seu perfil de investidor – ou, a sua tolerância ao risco – e utilizar as estratégias corretas – como a diversificação da sua carteira, por exemplo – já estará no caminho certo. E então a palavra da vez passa a ser persistência!

Se engana quem pensa que só investidores experientes investem em renda variável, por exemplo. Ainda que você esteja começando a investir agora, é completamente possível operar ativos em renda variável, desde que o seu perfil seja moderado ou arrojado: isso quer dizer que sua tolerância ao risco é maior que a de um investidor conservador – que, por sua vez, faz uso de outra estratégia, na medida em que aplica a maior parte de seus recursos em renda fixa.  

Investindo na prática

Agora é hora de colocar a mão na massa! Aproveite para, antes de qualquer coisa, montar um bom planejamento financeiro – deixando bem claro os seus objetivos e quanto tem disponível para investir.

Conheça o seu perfil de investidor e entenda em qual categoria você se enquadra em relação aos riscos, assim como o tempo que pretende manter os investimentos ativos.

Em seguida, abra uma conta em uma corretora. São elas que possibilitarão o seu contato com o mercado financeiro. Escolha o melhor investimento para o seu perfil e, se possível, diversifique sua carteira – essa estratégia pode reduzir os riscos envolvidos nas aplicações e potencializar seus ganhos.

Acompanhe o desempenho dos seus investimentos e persista! O mercado financeiro é volátil, principalmente o de renda variável. Por isso é tão importante estar sempre atento às últimas notícias e tendências em relação às finanças.

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